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Música

Carlinhos Brown lança EP pré-Carnaval e diz que a festa está dentro de nós

Cantor faz releitura de folias antigas e defende restrições na pandemia

Carlinhos Brown vestido de branco cantando no palco

Carlinhos Brown no show Encontros Tropicais, em Salvador Divulgação

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São Paulo

Após um 2021 sem Carnaval, o tradicional evento voltou a ter restrições neste ano devido à pandemia da Covid-19, mas isso não significa que não teremos os famosos hits dessa época festiva. O multi-instrumentista Carlinhos Brown, 59, fez questão de lançar seu álbum pré-Carnaval e diz que a festa existe dentro de cada pessoa e nunca vai deixar de existir.

O novo trabalho recebe o nome "Sim.Zás", pelo selo Candyall Music, com releituras de seis músicas, sendo quatro parcerias, uma autoral e outra de Michael Sullivan. "Com Sim.Zás quero reafirmar que, se estamos respirando, não há como não ser Carnaval. Pode não ser na rua, pode nem ser em casa também, mas o coração entende esse espírito risoleto."

No repertório estão as canções: "Tema de Amor", composta com Marisa Monte; "Ponto de Atravessar", de Michael Sullivan; "Rua É", que o próprio Brown compôs com Pierre Onassis; "Paixão de Rua", que fez com Junior Meirelles; "Deus é Percussão" (autoral); e "Amantes Cinzas", com Arnaldo Antunes.

Apesar de lamentar a suspensão das festas pelo segundo ano seguido —pelo menos nas ruas e sambódromos— o músico afirma ser totalmente à favor das restrições, até como forma de autocuidado. "Precisamos ouvir o que a ciência diz. E ela nos pede calma. Não é uma calma fácil de ser compreendida e executada."

Foi por isso que o artista teve a ideia de fazer um álbum pensando o Carnaval para além dos dias de folia. "A música respira entre nós, e foi a partir desse fôlego e desse ar que quis trazer uma rememoração de um Carnaval que, mesmo pedindo silêncio nas ruas, existe em nós e só se renova com enorme frescor."

Brown, que nasceu na comunidade do Candeal Pequeno, uma das mais antigas de Salvador, se interessou pela música ainda na adolescência e sempre viveu de Carnaval a Carnaval. Começou a fazer percussão em barzinhos ainda adolescente, até se tornar um dos percussionistas mais requisitados do Brasil na década de 1980.

Nessa época, participou de turnês mundiais de João Gilberto, Djavan e João Bosco e integrou a banda de Caetano Veloso no álbum "Estrangeiro" (1989). A canção "Meia Lua Inteira", interpretada por Caetano e que integra a trilha sonora de "Tieta", foi a primeira composição de Brown que se tornou conhecida do grande público.

Com Marisa Monte e Arnaldo Antunes, Brown criou o trio musical Tribalistas, em 2002. Eles conquistaram prêmios pelo mundo, como o Grammy Latino de melhor álbum pop contemporâneo brasileiro. O trio conquistou ainda o prêmio de melhor disco com "Tribalistas" pela Associação Paulista de Críticos de Arte, entre outros.

No trabalho atual, Brown silencia algumas percussões para dizer que o poder da melodia e da rítmica está no simples, assim como a poesia carnavalesca está no entrelaçar das notas musicais. "O público vai encontrar essa maturidade dos 60 anos [que ele completa em novembro] que é um agora estendido por muitos momentos, um processo de buscas e muitos estudos."

Os bastidores da gravação do álbum, feito no estúdio Ilha dos Sapos, no bairro Candeal, foram registrados em vídeo e se transformaram em um documentário. "Fizemos então um registro de tudo isso e vamos apresentar no arremate do Carnaval. Na rítmica da Quarta-feira de Cinzas."

Além do projeto musical, Brown está atualmente no programa The Voice+ (Globo), como jurado, ao lado de Fafá de Belém, a quem ele chama de "rainha", Toni Garrido e Ludmilla. "A gente se diverte muito junto e disputa mesmo aquelas vozes. Vamos na garra para também sermos escolhidos por eles. O programa tem uma equipe maravilhosa e aprendemos muito entre todos."

O cantor, que também é jurado dos outros dois programas da franquia (The Voice Brasil e The Voice Kids diz que a edição mais madura, com candidatos acima dos 60 anos, é muito especial e que só tem a agradecer por ser um dos técnicos desse formato. "Essa é uma oportunidade que busco desde que o Voice+ começou. Esse mais [no nome do programa] que é verdadeiramente um plus.

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