Música

Pocah diz que funk mudou sua vida e que é preciso falar de liberdade e empoderamento

Artista completa 25 anos nesta quinta e diz que mulher não deve tolerar machismo

Cantora Pocah, ex-MC Pocahontas
Cantora Pocah, ex-MC Pocahontas - Rodolfo Magalhães
João Victor Marques
São Paulo

Dona de números impressionantes nas redes sociais, a funkeira Pocah viu sua carreira musical decolar após assinar com a mesma gravadora de Anitta e Ludmilla. Contratada da Warner Music, a cantora seguiu os passos das colegas e retirou o MC de seu nome, além de reduzir Pocahontas para Pocah. 

Nascida em Queimados, na Baixada Fluminense, mas criada em Duque de Caxias, Pocah, nome artístico de Viviane Queiroz Pereira, que completa 25 anos nesta quinta-feira (17), afirma que o funk mudou sua vida por completo e quer usar a sua imagem pública para falar sobre liberdade e empoderamento feminino.

"Não devemos tolerar machismo. Que os homens mandem em nossas nossas vidas e que queiram nos transformar naquilo que não somos. É necessário, e eu gosto de, falar sobre liberdade e empoderamento feminino", afirma Pocah ao F5, cuja última canção "Pode Chorar" aborda a mulher livre e desapegada.

Os sonhos de Pocah na música começaram quando ela ainda era criança. Ela conta que pensava em ser vocalista de uma banda feminina de rock, mas as circunstâncias mudaram e o funk entrou em sua vida. Com apenas 15 anos, ela já gravava sua primeira canção no ritmo musical e, um ano depois, aos 16, já se apresentava como MC Pocahontas.

Sua grande paixão, diz Pocah, é o funk por proporcionar melhores condições de vida para ela e sua família. "Não tinha expectativa de vida nenhuma, meus sonhos eram nada em vista do que eu conquistei hoje em dia. E agora, eu pude dar uma boa vida aos meus pais, a toda a minha família, aos meus amigos, a outras pessoas que eu posso oferecer uma vida melhor. Funk mudou a minha vida de fato", conta, emocionada.

A mudança de seu nome artístico aconteceu há poucos meses. Para ela, foi algo natural por conta de sua carreira, mas que muito de seus fãs e amigos já a conheciam como Pocah. "Foi uma escolha artística e natural. Abreviei Pocahontas para Pocah e está sendo bem aceito. Meu público já se acostumou com isso, até porque muitos já me chamavam assim."

Mãe de Vitória, de apenas três anos, fruto de seu relacionamento com MC Roba Cena, do qual se separou em 2017, Pocah afirma que se esforça para sempre estar presente na vida de sua filha, mesmo com a agenda de shows e eventos cada vez mais lotados. 

"Sempre sonhei em ser mãe. Ela não tem culpa da carreira que eu escolhi. Faço questão de ser presente na vida dela, de cuidar dela. Ela é muito especial para mim", diz a cantora, ao lembrar que sempre ouve as músicas de Beyoncé, 38, com Vitória.

“A gente é fãs de Beyoncé. Ouvimos muito. Sou muito eclética, ouço tudo o que você pode imaginar. Do rock ao sertanejo, ouço muito forró também. Tem festa na minha casa e eu coloco RBD”, diz aos risos. Ela afirma que suas principais inspirações são Beyoncé, Rihanna, Nicki Minaj e Ariana Grande.

Recentemente, Pocah gravou uma participação em uma música da banda Parangolé, de Tony Salles, que deve ser lançada até o final deste ano. 

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Mais lidas