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Espólio de Michael Jackson classifica de 'patéticas' acusações de abuso em novo documentário

Morte do cantor pop completa dez anos em junho de 2019

O cantor Michael Jackson em frente à Ópera de Sydney, em 1996
O cantor Michael Jackson em frente à Ópera de Sydney, em 1996 - Megan Lewis-17.nov.1996/Reuters

Jill Serjeant
Los Angeles

Os responsáveis pelo espólio de Michael Jackson condenaram nesta quinta-feira (10) um documentário sobre os supostos abusos de sexuais de crianças praticados pelo cantor, chamando o filme de uma “ultrajante e patética tentativa” de ganhar dinheiro com a fama do artista.

O documentário "Leaving Neverland" (Deixando Neverland, em tradução livre) será exibido neste mês no festival de cinema independente Sundance e também transmitido em seguida no canal a cabo HBO e no Channel 4, da Grã-Bretanha, anunciaram os organizadores do festival e a HBO.

O filme traz entrevistas com dois homens, hoje na faixa dos 30 anos, que dizem ter sido acolhidos pelo cantor e abusados sexualmente por ele quando eram meninos, de acordo com os produtores.

Michael Jackson, que morreu em 2009, foi absolvido em 2005 numa ação criminal na Califórnia em que foi acusado de molestar um outro garoto, de 13 anos, em seu rancho chamado Neverland.

O documentário foca nas experiências de Wade Robson e James Safechuck. Ambos processaram o espólio de Michael Jackson depois da morte do cantor, alegando crimes sexuais, mas os dois casos não prosperaram. Robson foi uma das testemunhas de defesa no julgamento de 2005.

“Esse chamado ‘documentário’ é somente mais um requentado de acusações datadas e desacreditadas”, disse o espólio de Jackson em um comunicado. “Essa é mais uma produção sensacionalista em uma ultrajante e patética tentativa de explorar e faturar às custas de Michael Jackson.”

O diretor, Dan Reed, disse que não tem dúvidas sobre a validade das histórias dos dois homens. "Se há algo que aprendemos durante esse tempo na nossa história, é que o abuso sexual é complicado, e as vozes dos sobreviventes precisam ser ouvidas”, disse o documentarista em um comunicado.

Reuters
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