Música

Beyoncé retorna aos palcos após gêmeos e faz história em Coachella com show inesquecível 

Primeira mulher negra a abrir o festival, cantora é homenageada com movimento 'Beychella'

Beyoncé faz história em Coachella com show inesquecível
Beyoncé faz história em Coachella com show inesquecível - Reprodução/Instagram/beyonce

Helen Beltrame-Linné
São Paulo

Agora foi a vez de Coachella testemunhar o fenômeno Beyoncé: primeira mulher negra a ser atração principal do festival, a cantora fez nesse sábado (14) show que entrará para a história. Mesmo antes do encerramento da apresentação, já circulava nas redes a hashtag #beychella, combinando o apelido da cantora, Bey, com o nome do festival.

Em quase duas horas de espetáculo, o público foi agraciado com os maiores hits da cantora e participações especiais que pegaram todos de surpresa. O show, que aconteceu em Índio, na Califórnia (costa oeste dos Estados Unidos), marcou a volta da diva pop aos palcos após o nascimento de seus gêmeos, Rumi e Sir.

Beyoncé chegou ao palco Piramyd (pirâmide) a caráter, vestida como espécie de Cleópatra do século 21, acompanhada de uma banda militar e dúzias de músicos e dançarinos e fazendo referência ao movimento Pantera Negra.

A fantasia da abertura é substituída por shorts curtos e camiseta larga antes da primeira música, "Crazy in Love", mas o tom político continuou e Beyoncé fez uma apresentação sobre excelência negra. 

Dava para contar nos dedos o número de brancos no meio dos quase cem dançarinos que a acompanhavam no palco, e Bey citou trechos de discurso do líder ativista Malcolm X.

O empoderamento feminino também esteve em foco, com citação à escritora feminista  nigeriana Chimamanda Ngozi Adichie e homenagem à cantora Nina Simone, uma das maiores divas da história da música e ativista dos direitos civis dos negros norte-americanos.

Mas não foi só engajamento que segurou o show: em dado momento, Kelly Rowland e Michelle Williams, com quem Beyoncé formou, até 2005, o grupo Destiny's Child, subiram ao palco. As três, que não se apresentavam juntas desde 2015, cantaram os hits "Lose My Breath", "Say My Name" e "Soldier".

O show teve, ainda, presenças familiares: o marido Jay-Z fez dueto com Beyoncé em "Déjà vu" e sua irmã Solange Knowles entrou com tudo em "Get me Bodied", dançada em sintonia pelas duas estrelas, que ainda cantaram "Single Ladies".

A conexão com a família já estava anunciada no uniforme da cantora, uma camiseta estampada com a palavra BΔK, que chamou a atenção dos fãs. B (ou a letra grega beta) de Beyoncé, K (ou kappa, em grego) do sobrenome Knowles e, no meio, delta, a quarta letra do alfabeto grego --Beyoncé adora o número quatro--, que também se assemelha ao símbolo da mão "Roc", com o qual Jay-Z se identifica há anos.

Num dado momento do show, uma gravação do DJ Khaled dizia: "Depois disso, o Coachella vai se chamar Beychella". E não deu outra, a hashtag #beychella virou febre e a pergunta inevitável veio à tona: que banda se habilitará a fazer a abertura do festival depois de uma edição dessa?

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