Diversão

Torcida do Flamengo domina plateia na final do League of Legends, no Rio

Equipe tenta o seu primeiro título contra o tetracampeão INTZ

 Público e as torcidas dos times INTZ e Flamengo chegam ao Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro
Público e as torcidas dos times INTZ e Flamengo chegam ao Jeunesse Arena, no Rio de Janeiro - Riot/Divulgação
Fabiana Schiavon
São Paulo

Mesmo sem nenhum título no CBLoL (Campeonato Brasileiro de League of Legends), o Flamengo conseguiu reunir a maior torcida na plateia do parque Olímpico, no Rio de Janeiro, neste sábado (7). No e-Sports há apenas um ano e meio, a equipe rubro-negra disputa a final do campeonato contra o tetracampeão INTZ.

Há quem venha pela paixão que a família nutre pelo time de futebol. “Logo que começou o LoL, eu torcia para o Pain Gaiming. Mas sou Flamengo desde criancinha, meu pai sempre torceu, então quando o time entrou para o CBLoL eu passei a torcer por eles”, afirma o motorista Lucas Torquato, 22, que espera não ter que ver os dois times que gosta em uma final.

Ter marcas de futebol em arenas de games será cada vez mais frequente, segundo Schaeppi, narrador profissional de e-Sports. “Muitos times de futebol estão vendo a importância do e-Sports. Lá fora tem o Golden State Warriors, nos Estados Unidos, o Fenerbahce da Turquia, o Barcelona, na Europa. Aqui tem o Flamengo e o Santos e alguns outros times já estão querendo entrar. É uma forma de renovar as suas torcidas, trazer um público novo”, opina o narrador.

Ele conta que tem gente que passou a torcer para o time de futebol do Flamengo por gostar do brTT [jogador do time no e-Sports], por exemplo. Como no esporte tradicional, os gamers também são disputados pelos times e valem passem milionários, segundo o narrador.

O que as torcidas de futebol podem aprender sobre isso é a união do público vista nas arenas, segundo Schaeppi. “Se um torcedor de estádio vier para cá, a hora que ele entender como é, ele dá uma acalmada. O League of Legends é uma comunidade e os jogadores dos times são os ídolos”, afirma o narrador, que não vê clima de rivalidade em momento algum. “Não é preciso dividir torcida, está todo mundo junto acompanhando as partidas”, completa.

É o caso do estudante Guilherme de Souza, 25 que não se importa em mudar sempre de time. “Torço para o Flamengo porque a equipe é muito boa. A INTZ é surpreendente, eles já tiveram uma capacidade incrível de dominar o jogo na época do Revolta [jogador], mas hoje eu sou Flamengo”, afirma.

O resultado da final será divulgado até o fim da tarde. 

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem