Diversão

Musical 'Billy Elliot', em cartaz em São Paulo, é superprodução para ser vista por toda a família

É a 1ª montagem brasileira sobre o talento de um menino de 11 anos

Cena da peça "Billy Elliot, O Musical"
Cena da peça "Billy Elliot, O Musical" - João Caldas/Divulgação
Tatiana Cavalcanti
São Paulo

Billy Elliot quer ser bailarino. Mas seu pai, Jack, deseja que ele lute boxe. Em cartaz em São Paulo, o premiado “Billy Elliot, O Musical” já arrebatou mais de 8 milhões de pessoas pelo mundo ao levar para os palcos uma história poderosa sobre preconceito e relações despedaçadas, temas sempre atuais.

O pano de fundo histórico é a greve dos mineiros ingleses, em 1984, durante a gestão da primeira-ministra Margaret Thatcher. No centro, os dilemas do menino de 11 anos que tem um talento extraordinário, mas que esconde da família o amor pelo balé. Até que inicia uma jornada pelo direito de dançar, ao mesmo tempo em que descobre sua sexualidade, em meio a uma sociedade conservadora.

A família de Billy (Tiago Fernandes) vive momentos difíceis. O pai, Jack (Carmo Dalla Vecchia), e o irmão mais velho, Tony (Beto Sargentelli), figuras brutas, lideram o movimento grevista em uma pequena cidade inglesa. Em protesto contra o fechamento de minas na região, mais de 10 mil trabalhadores cruzam os braços.

Jack, que mal tem dinheiro para comprar comida, consegue juntar 50 centavos por semana para que Billy faça aulas de boxe. Mas Billy nunca gostou do esporte. A vida do garoto muda quando ele se depara com meninas dançando balé, lideradas pela senhora Wilkinson (Vanessa Costa), uma professora turrona e frustrada. Mas é ela que enxerga em Billy uma habilidade que ninguém mais vê, e desse relacionamento afloram várias verdades na pequena cidade inglesa.

Um dos destaques é a avó do protagonista, que tem no DNA o amor pela dança. Outro personagem importante é o melhor amigo de Billy, que gosta de se vestir com as roupas da irmã e mostra, de forma singela, natural e divertida, um olhar sobre a sexualidade desses jovens.

Quem ama o filme (2000), assim como eu, nem vai sentir falta da maravilhosa trilha sonora da banda<ju> T-Rex. Encarregado das canções do musical, o cantor Elton John consegue emocionar, do choro ao riso.
As coreografias são eletrizantes, assim como o cenário, que muda constantemente, seja para mostrar as minas, a casa humilde dos Elliot ou mesmo o ginásio onde Billy ensaia.

Assim como no cinema, a transformação dos personagens é a melhor parte da história. Em uma cena lindíssima ambientada no futuro, Billy dança ao som de “O Lago dos Cisnes”, do compositor russo Tchaikovsky, e Jack enfim se dá conta do talento do filho. Billy voa e faz a nossa imaginação voar.

Os números do espetáculo não deixam dúvidas de que se trata de uma superprodução: são 49 atores no palco, além de uma orquestra com 17 músicos. O público se emociona e não deixa por menos: grita e aplaude o tempo todo, como se fosse parte da peça. É um musical extraordinário, para ser visto em família.

"Billy Elliot, O Musical"

  • Quando Sex., às 20h30; sáb., às 15h e às 20h; e dom., às 14h e às 18h30 - Até 30/6.
  • Onde No Teatro Alfa (rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, Santo Amaro)
  • Preço De R$ 75 a R$ 310 (há meia-entrada)
  • Lugares: 1.100 lugares
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