Alexandre Orrico

BBB 21: Gilberto é vítima de sistema de votação injusto da Globo

Programa perde o protagonista e segue para a final sem alma

Gilberto Nogueira que participou do BBB 21 - Fabio Rocha/Globo
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São Paulo

Todo ano é a mesma coisa: em algum momento do BBB surgem reclamações sobre o sistema de votação do público. Qualquer pessoa vota quantas vezes quiser, ou seja, uma minoria de pessoas pode gerar milhões e milhões de cliques, o que pode gerar injustiças, como a eliminação de Gil do Vigor, que aconteceu neste último domingo.

Gil mostrou-se um dos protagonistas desde o dia 1 do programa e serviu entretenimento de qualidade à população brasileira. Sempre com taxas irrisórias de rejeição, é difícil negar que o economista merecia ao menos um lugar na final.

Mas enquanto o Brasil está triste, a rede Globo está feliz. O mesmo esquema que distorce a popularidade dos participantes também infla os números de engajamento da rede, que atrai milhões de reais de patrocinadores.

Neste domingo, quando o programa ficou sem Gilberto por conta deste sistema e segue para final sem alma ao perder seu protagonista, ficou claro, inclusive no próprio discurso de Tiago Leifert, que Gil foi eliminado porque foi alvo da torcida de Juliette. E não porque é impopular.

Com o passar das edições, as torcidas dos participantes ficaram mais e mais organizadas nas redes sociais. Fãs mais fervorosos chegam a votar milhares de vezes por dia, o que dá um peso desproporcional às torcidas organizadas.

Um limite de votos por pessoa seria o mais razoável para reduzir o poder dos fanáticos. Imagine que cada dispositivo (ou cada IP) pudesse ter 100 votos no máximo, por exemplo. Ganharia o entretenimento, com votações menos distorcidas, e o potencial tóxico das torcidas seria diluído.

Enquanto a reforma não vem, resta apenas uma alternativa aos órfãos da participação de Gil no programa:

Alexandre Orrico

Foi repórter e editor da seção de tecnologia da Folha entre 2009 e 2015. Colaborador da Folha, hoje trabalha para a ICFJ (International Center for Journalists) e edita o Núcleo Jornalismo.

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