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Cinema e Séries
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Com Helen Hunt, 'Blindspotting' mostra superação de mulher após prisão do marido

Série da Starzplay é continuação de filme independente de 2018

Atticus Woodward, Jasmine Cephas Jones e Rafael Casal em 'Blindspotting' Patrick Wymore/Divulgação

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São Paulo

Tudo o que poderia dar errado na vida de Ashley acontece no começo de "Blindspotting", série que estreia neste domingo (13) no serviço de streaming Starzplay. Na véspera de Ano-Novo, o marido e pai do filho dela é preso e, sem economias para sustentar a casa sozinha, ela vai morar com a sogra e com a cunhada.

Intérprete da personagem, a atriz americana Jasmine Cephas Jones, 31, afirma que Ashley é como tantas outras mulheres que passam por situações como essas. "Ela é uma espécie de heroína anônima", avalia ela em bate-papo com a imprensa internacional, do qual o F5 participou.

"Ela tem algo que vemos em muitas mulheres em todo o mundo que se preocupam com os filhos, querem manter as famílias unidas e fazem tudo o que podem para serem a melhor versão de si mesmas", explica Cephas Jones. "E, às vezes, ela deixa a raiva sair, deixa o que está sentindo escapar."

Esses momentos, aliás, aparecem na série em formas bastante originais. Seja com sequências em que a personagem quebra a quarta parede e fala diretamente com o espectador, conversando ou em forma de rap, seja em sequências de dança ou em que a imaginação da personagem é o que conduz a narrativa.

O formato foi herança do filme independente "Ponto Cego", lançado em 2018 e que fez sucesso em festivais como Sundance. Os criadores Daveed Diggs, 39, e Rafael Casal, 35, são os mesmos, mas enquanto no longa a história era centrada nos personagens deles, os amigos Collin e Miles, na série o primeiro nem aparece, enquanto o segundo é o marido preso de Ashley.

Os dois se conheceram ainda no colégio e passaram a colaborar em diversos projetos, até ter a ideia do filme e desenvolvê-la para protagonizarem juntos. "Para nós, foi o fim daquela jornada e estávamos meio que prontos para passar para outro projeto", diz Casal.

"Quando o estúdio propôs transformar em uma série, nós dissemos que não queríamos fazer aquilo, que era uma ideia terrível e literalmente rimos na cara deles", conta. "Mais tarde, naquela noite, começamos a jogar ideias sobre o que deveria ser a série. E se não fosse sobre nós?"

Casal diz que perceberam que havia muitas outras linhas a seguir. "Há muito mais histórias naquele lugar se você começar a olhar mais de perto para as outras pessoas que também foram protagonistas nas nossas vidas", diz o ator e roteirista. "Há muitas pessoas que foram fundamentais para moldar quem somos."

"Respondemos que faríamos se fosse centrada na personagem de Jasmine Cephas Jones, se pudéssemos incluir muita dança e versos, se nos dessem um orçamento razoável e pudéssemos contratar os escritores que queríamos", diz. "A gente estava supondo que eles iam dizer que não, mas, em vez disso, eles disseram: 'Sim, parece ótimo'."

Cephas Jones conta que recebeu a proposta há cerca de três anos e amou a ideia. "Quando gravamos o filme, desenvolvemos um pouco da história de Ashley, mas ela aparecia por pouco tempo", lembra. "Já a série é contada pela perspectiva dela. Tive tempo suficiente para me preparar e, quando começamos a filmar, eu já sabia muito bem como queria interpretá-la."

A atriz diz que resgatou as anotações que fez para o filme, além de conversar muito com os criadores até achar o tom da personagem. Mesmo coisas que não são vistas na tela foram aprofundadas por ela, como o passado da personagem ou, porque ela, que é tão centrada, estaria com um rapaz descontrolado como Miles (Rafael Casal).

"Ela era quase tão maluca quanto o Miles, mas, assim que teve o filho, tomou a decisão de realmente amadurecer e assumir a responsabilidade por sua vida", diz a atriz. "É muito importante para ela ser uma ótima mãe, uma mãe que está muito presente na vida do filho."

Já Casal, mesmo aparecendo bem menos que no filme, diz que tem alguns pontos em comum com o personagem. "Sempre digo que, se eu não tivesse uma figura paterna forte enquanto crescia, teria acabado como Miles", afirma. "Eu me identificava muito quando era mais jovem. Apesar da raiva, ele tem um claro senso de lealdade, está tentando fazer a coisa certa por todos ao seu redor."

Na série, a mãe de Miles, com quem Ashley vai morar, é interpretada por Helen Hunt, 57. "Ela é uma lenda, uma fera em todos os sentidos", elogia Cephas Jones. "Ela tem uma energia maternal, e você só quer fazer o seu melhor porque ela acredita em você, então é realmente uma honra trabalhar com ela."

Casal revela que a escalação da atriz vencedora do Oscar, do Globo de Ouro e do Emmy foi um sonho realizado. "Ela era uma grande fã do filme e um dia tuitou sobre ele", lembra. "Estava em casa assistindo a um filme dela e achei muita coincidência. Mandei uma DM agradecendo, marcamos de almoçar e nos demos bem, ficamos amigos rapidamente."

O roteiro, que a princípio pode parecer dramático, tem boas doses de comédia. "Não penso que seja um desafio [combinar as duas coisas], acho mais difícil quando você está tentando trabalhar apenas com drama ou com a comédia", avalia o roteirista. "Na minha vida, em todos os momentos trágicos também aconteceram coisas engraçado."

Cephas Jones concorda. "Queríamos que as pessoas rissem e, de repente, se perguntassem: 'Por que estou chorando no final de um episódio?'. Porque essa é a realidade, é assim que a vida é", afirma.

"BLINDSPOTTING"

  • Quando Estreia domingo (13)
  • Onde No Starzplay
  • Elenco Jasmine Cephas Jones, Helen Hunt, Jaylen Barron, Atticus Woodward e Rafael Casal, entre outros
Final do conteúdo
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