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Diretor de 'I Know This Much Is True' convidou melhor amigo para viver 'irmão' de Mark Ruffalo

'É o herói desconhecido', diz Derek Cianfrance sobre trama da HBO

Mark Ruffalo - Divulgação
São Paulo

Primeiro trabalho do ator Mark Ruffalo para a televisão em 20 anos, a série "I Know This Much Is True" chegou no dia 10 de maio à plataforma de streaming da HBO, trazendo uma história de amor e sacrifício. Para o diretor, Derek Cianfrance, ("Namorados Para Sempre", "O Lugar Onde Tudo Termina"), que também escreveu seis episódios da série, a parceria com o protagonista já visava uma produção diferente.

"Mark e eu conversamos sobre como, nos filmes com gêmeos, sempre parece que filmam uma parte de manhã, o cara volta para a maquiagem, reaparece com um bigode, por exemplo, e faz o outro personagem. Fiquei pensando em criar um processo de filmagem que permitisse que o Mark se transformasse e fosse duas pessoas diferentes", afirma Cianfrance.

Ele conta que, durante as gravações, Ruffalo perdeu nove quilos para interpretar Dominick. "Estava sempre com fome, eu diria até que faminto e angustiado. Trabalhava com uma fera. Quando terminávamos de gravar nos cumprimentávamos com um 'hi-five' e um tapa na bunda. Ele era um cara diferente, um irmão, sabe? Antes das filmagens eu o colocava para fazer flexões, então ele estava sempre meio sem fôlego. Ele tinha aqueles peitorais incríveis, as veias sempre aparentes, era uma imagem de masculinidade."

Entre as curiosidades sobre a trama, o diretor ainda revela que contratou um de seus melhores amigos, o ator Gabe Fazio, para viver o outro gêmeo em frente a Ruffalo, que seria posteriormente substituído por uma segunda gravação do protagonista. "Perguntei se ele queria interpretar o irmão do Mark Ruffalo e expliquei que ele tinha que engordar 15 quilos, raspar o cabelo e que depois ele seria cortado da série. E o Gabe topou", lembra. "Eu sempre dizia para o Gabe que havia uma versão pirata em que ele aparecia."

Você tinha lido o livro antes de ser procurado pelo Mark?
Não. Eu conhecia o livro porque a minha mãe tinha na estante quando eu era jovem. Ela era uma grande fã do livro e de Wally Lamb, mas eu nunca tinha lido nenhuma obra dele. Isso até mais ou menos seis anos atrás, quando Mark e eu tomamos um café da manhã e ele me apresentou a ideia. Então, 900 páginas depois, eu sabia que queria fazer. Na verdade, eu soube que queria fazer imediatamente quando Mark me propôs fazer alguma coisa com ele, porque ele é um dos meus atores preferidos e eu tenho um sentimento de irmandade por ele.

Você tem origem ítalo-americana. Isso pesou, já que "I Know This Much Is True" se passa nesse universo?
Sim. Ter nascido em uma família ítalo-americana católica marcou tanto Mark como a mim na infância. Eu tenho só um quarto de ascendência italiana, mas essa parte teve um papel muito dramático e influenciou muito quem eu sou. É uma cultura tão forte que eu sempre me senti ligado a ela. Tinha muita curiosidade sobre por que o lado italiano da minha família se comportava de certa maneira.

Quando eu era criança achava muito mágico, mas também meio excitante (risos). Eles eram inabaláveis! Eu acho que com o Mark também foi assim. Havia uma ideia de masculinidade e do que significava ser homem naquela cultura. Tanto o Mark como eu questionamos isso quando ficamos adultos. E no trabalho nós dois confrontamos isso. Sempre fiz filmes sobre família e era obcecado com a ideia do legado. Comecei a me interessar realmente pelo legado quando tive filhos.

Quando eu via os meus filhos, que não conheceram aquela ala da família e mesmo assim eu via a minha família neles, comecei a me perguntar sobre códigos genéticos e coisas que são transmitidas ao longo das gerações sobre as quais não temos controle. Há muito tempo nos meus filmes eu venho discutindo essa questão de natureza e criação. E em “I Know This Much Is True” o Wally conta a saga de um homem que está tentando lidar com um trauma que o aprisionou, tentando entender isso e se curar.

E aí você se conectou com os temas da história?
Claro.

Você disse que o livro tem 900 páginas. Foi assustador adaptar o livro para a tela?
A adaptação é um processo. Por um lado, é curadoria –é edição e corte–, mas também é inspiração. E desde o início o Wally ofereceu isso ao Mark e a mim. No meu primeiro encontro com o Wally ele disse: “pega e faz do seu jeito”. E se ele não tivesse dito isso eu acho que não poderia ter feito. Ele nos deu a licença poética de nos inspirarmos no que ele fez e fazermos algo pessoal. Honestamente, não foi difícil. Eu me sentia muito ligado à história, aos personagens e a essa ideia de viver em uma família cheia de amor, mas também às vezes muito desequilibrada e instável. Havia muito amor naquela família, mas também às vezes muita dor. Tanto o Mark como eu conhecíamos aquilo. Não quero dizer que foi sem esforço, mas escrever foi expressar o que estava no livro e dentro de mim e do Mark.

Você diria que a história é universal? As famílias são a essência dos dramas no mundo todo, não são?
Sem dúvida. E neste momento em que estamos isolados com as nossas famílias, eu acho que para as famílias que sempre lidaram com a incerteza é uma história reconfortante. E para quem está lidando agora com a incerteza e novos estresses, é uma tentativa de fazer algo que é essencialmente humano. Esta história tem diversos elementos trágicos. É a história da tragédia que se abateu sobre essa família.

Você pensa nos tempos passados e pensa na natureza da tragédia. É uma das coisas com que eu me conectei no livro, por meio da dor dessas histórias, por meio da alegria dessas histórias, do conflito na família desse homem, isso também pode ser uma coisa muito aberta e compreensível, que as pessoas possam levar para as suas vidas e se sentirem curadas. É uma catarse. E é por isso que eu sempre sou atraído pela tragédia –eu não poderia fazer outra coisa, porque é para onde a minha imaginação vai. Existem pessoas que são superengraçadas e não poderiam fazer outra coisa que não fossem comédias– eu não sou assim (risos).

Qual foi a reação de Wally quando viu a minissérie? Deve ter sido um momento importante para você.
Para adaptar um livro você tem que aceitar que não pode reproduzir o livro porque literatura e cinema são dois meios diferentes. Você não pode simplesmente copiar o livro, não pode simplesmente filmar o livro –tem que ser diferente. E, de certa forma, quando alguém vai fazer uma adaptação deve ver o material original como a figura dos pais, e toda criança vai se rebelar contra os pais.

O que você espera é que os seus pais te entendam e que, quando eles estão escutando música clássica e você está tocando rock, ou eles estão com o rock e você com o hip hop, eles pensem que você “descobriu alguma coisa diferente” e não que digam que aquilo é uma porcaria. A minha dúvida era essa, de como o Wally reagiria. Nós mostramos os seis episódios, para que ele e a mulher vissem, ao longo de dois dias. E o Wally me mandou um e-mail muito bonito falando sobre todas as coisas de que tinha gostado muito e com algumas observações que foram muito úteis.

Foi muito generoso, atencioso, humilde e humano da parte dele. E no fim do e-mail ele escreveu uma coisa que resume a pessoa que ele é. Ele disse: “Derek, por favor agradeçam você e o Mark às suas mulheres e famílias por mim. Eu sei que todos fizeram muitos sacrifícios por este trabalho, então quero que eles saibam que estou em dívida com eles por todos os sacrifícios”. Eu achei isso tão perspicaz, tão sensível. É por isso que o Wally consegue escrever histórias sobre pessoas, sobre seres humanos. Ele entende a condição humana, ele entende as pessoas. Eu fiquei encantado –ainda fico constantemente– com a generosidade do Wally.

Vamos falar um pouco mais sobre o Mark e a relação de trabalho entre vocês. Você ficou apreensivo por ele fazer dois papéis, os gêmeos? E por ele ter precisado mudar fisicamente para interpretar o Thomas depois de ter feito o Dominick?
Na nossa primeira conversa falamos muito sobre o aspecto técnico disso e a última coisa que eu queria era fazer uma obra que fosse só um monte de truques técnicos. Alguns filmes são assim e funciona, mas o que eu queria era contar histórias sobre pessoas. Quando comecei a pensar nos dois personagens, eu disse para mim mesmo: “OK, eles são gêmeos idênticos e quando nasceram eram exatamente iguais.” Mas eles têm 40 e poucos anos de experiências de vida diferentes, escolhas diferentes, resultados diferentes, sentimentos diferentes, então eles têm que ser visualmente diferentes. Depois de 40 anos, a vida nos afeta de diferentes modos.

Thomas toma medicação para lidar com a doença mental. E pelas pesquisas sabemos que a medicação pode fazer inchar, então ele precisava ser mais gordo. O Mark e eu conversamos sobre como, nos filmes com gêmeos, sempre parece que filmam uma parte de manhã, o cara volta para a maquiagem, reaparece com um bigode, por exemplo, e faz o outro personagem. Fiquei pensando em criar um processo de filmagem que permitisse que o Mark se transformasse e fosse duas pessoas diferentes.

Em “Namorados para Sempre” nós tínhamos feito assim. Houve um intervalo de um mês entre o momento em que os personagens do Ryan Gosling e da Michelle Williams se apaixonam e quando eles reaparecem após seis anos de casados. Durante esse mês eles moraram em uma casa, engordaram mais ou menos 7 quilos. Depois nós retomamos a filmagem. E o que eu aprendi de fato com isso foi que o processo de transformação física se expressa no comportamento.

Como?
Quando o Mark estava fazendo o Dominick, ele pesava 9 quilos menos do que seu peso habitual –ele tinha perdido 9 quilos. Então estava sempre com fome, eu diria até que faminto, e angustiado. Eu estava trabalhando com uma fera (risos). Era um personagem muito alfa. Fora do set também. Quando terminávamos de gravar nos cumprimentávamos com um “hi-five” e um tapa na bunda. Ele era um cara diferente, um “brother”, sabe?

Antes das filmagens eu o colocava para fazer flexões, então ele estava sempre meio sem fôlego. Ele tinha aqueles peitorais incríveis, as veias sempre aparentes, era uma imagem de masculinidade –muito parecida com a imagem italiana de masculinidade com que o Mark e eu crescemos. Eu me lembro das veias aparentes do meu avô, que tinha pressão alta e estava sempre nervoso. Ele parecia um punho fechado e foi isso que o Mark virou no papel do Dominick. Aí nós paramos seis semanas.

O Mark saiu e você continuou filmando as cenas que não eram com ele?
Foi. Eu continuei porque havia os outros lados da história. Eu precisava filmar a versão do Dominick e Thomas aos 9 anos, a época de escola dos gêmeos e a história do avô. Durante esse período em que o Mark ficou afastado, eu falava com ele dia sim, dia não, para saber se estava engordando. Mark me contou que tinha pensado que seria emocionante engordar porque tinha passado 16 semanas literalmente morrendo de fome para filmar o Dominick e agora podia comer todos os doces e pratos de massa que quisesse.

Ele podia ingerir 4.000 calorias por dia. Mas estava sofrendo, tinha que dormir sentado, estava fora de forma (risos). Ele me perguntava o tempo todo se tinha mesmo que fazer aquilo, se não podia usar mais roupas ou enchimento. Eu respondia que até poderia, mas que ele precisava acreditar no processo porque engordando a transformação dele no Thomas seria sentida de modo diferente. Você vai respirar diferente, se movimentar diferente, o seu comportamento vai mudar, você vai mudar. E foi assim. Quando ele apareceu como o Thomas eu não conseguia tirá-lo do trailer. Ele se escondeu naquele trailer e quando finalmente saiu era um cara que não conseguia olhar ninguém nos olhos, um cara muito vulnerável. Ele estava completamente diferente. E isso tem a ver com o processo do Mark também.

Ele passou muito tempo com várias pessoas durante a pesquisa. Ele ficou muito tempo com um cara que sofria de uma doença mental séria. Mas nós não queríamos interpretar aquela doença. O Mark e eu costumávamos conversar sobre isso. A personalidade do Thomas era uma coisa, a doença era algo com que ele lidava, mas ele não era a doença. Nem antes nem durante as filmagens eu sabia se ia dar certo. Era uma experiência. Eu não sabia se, quando a gente colocasse o Mark como Thomas de um lado da mesa e o Mark como Dominick do outro, isso ia funcionar como sendo o mesmo momento. Nós tentamos fazer com que parecesse o mais simples e fácil possível, mas levava muito tempo acertar a luz e a posição da câmera. Eu sempre procuro captar o comportamento e momentos que não se repetirão, então eu procurava captar a espontaneidade que pode haver entre duas pessoas.

Havia um ator no lugar que seria do outro gêmeo em frente ao Mark?
Sim. Eu contratei um dos meus melhores amigos, o ator Gabe Fazio, para fazer o outro gêmeo em frente ao Mark. Perguntei se ele queria interpretar o irmão do Mark Ruffalo e expliquei que ele tinha que engordar 15 quilos, raspar o cabelo e que depois ele seria cortado da série. E Gabe topou. Ele interpretou Thomas em frente ao Mark como Dominick. Depois, enquanto Mark estava engordando para interpretar o Thomas, o Gabe estava em jejum e perdeu os 15 quilos que tinha engordado para então poder ser o Dominick. Ele tinha decorado tudo que o Mark tinha dito como Dominick então ele podia reproduzir isso de certa forma.

O Gabe é o herói desconhecido dessa produção...
Com certeza. Eu sempre dizia para o Gabe que havia uma versão pirata em que ele aparecia (risos). O Gabe costumava dizer que para ele era como o teatro: ele interpretava todos os dias para a equipe, para mim e para o Mark. Às vezes, quando eu estava trabalhando com o Mark, ele diziDerek Cianfrance: “Eu não estava pensando em fazer isso quando eu era o Thomas” A minha reação erDerek Cianfrance: “O Thomas não se comporta como o Dominick quer. Então use isso sempre que você se sentir frustrado”.

E às vezes ele ficava frustrado, mas lidava com isso. O Mark gostava muito do Gabe e do que o Gabe estava fazendo. Quando você está filmando, sempre há muitos fatores que você pode prever. Eu procuro muitas vezes trabalhar com o instinto. Além desse grande afeto pelo Gabe, o Mark também sentia essa contrariedade em relação ao irmão. E essa é a história de amor entre o Dominick e o Thomas: o vínculo e o peso de ser irmão, a possibilidade e o amor, a culpa e a alegria acompanham esses familiares –relacionamentos que não podemos escolher e aos quais estamos ligados.

A série tem uma dedicatória para a sua irmã e para o irmão de Mark. Podemos conversar sobre isso?
Você sabe que o Mark perdeu o irmão há 12 anos e continua triste por isso. Durante as filmagens, com frequência falávamos sobre o irmão dele e a homenagem que essa interpretação representava. Três dias depois do fim da filmagem a minha irmã (Megan) morreu. E como irmão mais velho eu senti que vários temas da história também falavam do meu relacionamento com ela. Eu nunca saí da dor pela perda dela, continuo assim e vivi com isso até o final do processo.

Há mais ou menos um mês, tanto o Mark como eu sentimos que queríamos fazer uma homenagem aos nossos irmãos e de maneira aberta. Isso era muito claro para nós. Quando você trabalha em algo tão pessoal se abre para uma experiência pessoal maior. Algumas pessoas me disseram que, ao verem as dedicatórias no final, pensaram nas suas próprias perdas, porque todos nós perdemos pessoas e sofremos. Não se sofre sem amor.

Para mim, por mais que a dor possa machucar, também é uma conexão muito próxima com alguém. Então eu fiz assim, e é uma maneira de criar uma ponte entre o público e o privado. E a nossa série é exatamente isso: uma história muito privada em público. E, sabe, sempre que eu posso falar sobre a minha irmã eu fico contente. Ela era uma grande pessoa. Ela era cuidadora e cuidava de idosos. Sempre que eu posso falar dela e contar mais sobre ela para o mundo, isso é um presente para mim. Eu sinto que posso apresentá-la a pessoas que não a conheceram.

Você nunca tinha feito televisão. Você gostou do formato e de poder se debruçar mais sobre os personagens?
Eu estava tendo o melhor momento da minha vida. Eu nunca pensei que estava fazendo televisão em si, e sim que estava fazendo um filme de seis horas e meia, um filme que seria cortado em seis partes de uma hora e que me dava a oportunidade de ter vários inícios e finais, o que era uma emoção. Era uma alegria pensar nessa estrutura. Em cada um dos meus últimos filmes –eu adoro filmes e adoro fazer filmes– só cheguei à solução já na sala de edição.

O tempo ia passando e eu sentia como se a tela fosse enorme. A tela era grande, abrangente, mas eu não estava conseguindo expandir a minha história ali. Eu não estava escrevendo coisas daquele universo de super-heróis. Com o “terceiro ato” de alguns dos meus filmes eu estava servindo só à trama, não podia me dedicar aos personagens e momentos. Então, quando o Mark me trouxe este projeto, senti que era exatamente o que queria fazer: um filme, mas durante um período maior de tempo para viver com os personagens, para viver determinados momentos e ser guiado pelos personagens, não só pela trama. Aí, quando eu comecei a escrever, exagerei muito.

No segundo episódio, escrevi uma cena de 20 páginas para o Dominick indo à terapia. Parte disso era eu saboreando algo que jamais poderia fazer na linguagem do cinema. Vinte minutos em um filme de duas horas é um sexto do filme todo. Mas aqui eu poderia usar 20 minutos das seis horas e meia e ver como era ficar parado em um lugar. Uma das coisas que sempre adorei, principalmente nos primeiros filmes do Tarantino, era quando parecia que tinham ido além do corte tradicional e continuado as cenas. Eu queria poder continuar, “fico aqui e isso vai além”. Foi emocionante poder fazer assim. Mas no primeiro dia cortamos a tal cena de 20 páginas.

Havia uma época em que os filmes tinham intervalo...
É! Eu escrevi o roteiro de “O Lugar onde Tudo Termina” com um intervalo. A primeira história é sobre o personagem do Ryan Gosling e a segunda é sobre o policial interpretado pelo Bradley Cooper. Haveria um intervalo entre as duas. Ingenuamente, até chegar à ilha de edição eu achava que poderíamos fazer isso. Só lá me dei conta de que ninguém distribuiria aquilo, então tive que colocar um cartaz que dizia “15 anos depois”. Mas esse cartaz estava programado para dizer “Intervalo”.

Tarantino fez assim em “Os Oito Odiados”, mas eu ainda não tinha cacife para isso. Como cineastas, sempre estamos tentando descobrir como contar as nossas histórias. Na televisão eu nunca senti que precisava me censurar, era possível expandir. A HBO foi muito generosa, e o último episódio durou 80 minutos. Era um filme. Então vamos lançar o último episódio como um longa-metragem.

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