Carnaval

Salete Campari comemora convite para defender orgulho LGBT no desfile da Mancha Verde

Drag Queen foi destaque no carro que pede Justiça para as minorias

Salete Campari após desfile da Mancha Verde
Salete Campari após desfile da Mancha Verde - AgNews
São Paulo

Salete Campari defendeu os direitos dos LGBTs como destaque do carro que representava a Justiça no desfile da Mancha Verde no Carnaval de São Paulo. A escola desfilou na madrugada de sexta para sábado, no Sambódromo do Anhembi.

“Ter um convite do presidente da escola do time de futebol que eu amo para homenagear a comunidade LGBT que luta por nossos direitos e dignidade é uma emoção sem tamanho”, afirmou.

A drag queen disse que nem sentiu o atraso de quase uma hora provocado pelo acidente com o carro da Dragões da Real, que desfilou mais cedo. “Fiquei mais de duas horas em cima do carro, mas a emoção é tão grande que nem senti nada”, contou.

A Mancha, atual campeã do Carnaval de São Paulo, tenta o bicampeonato com um enredo que homenageia Jesus Cristo. O samba-enredo foi batizado de “Pai! Perdoai, Eles Não Sabem o Que Fazem!”

No carro de Campari, também havia índios, negros e orientais. “Temos que falar [sobre o assunto]", avaliou. "Temos um presidente que não representa a comunidade LGBT, não representa os negros, os índios, as mulheres, acho que ele nem representa a si mesmo. Então, é preciso abrir os olhos do povo em relação a esses temas.”

Campari entende que o Carnaval é um ótimo momento para levantar questões como essa. “Mesmo com tanto avanço, a comunidade LGBT é a mais assassinada, não tem emprego, não é respeitada", lembrou. "Então, é muito importante que uma escola de samba que representa um time de futebol abra os olhos da sociedade para o respeito.”

Palmeirense de carteirinha, Campari disse que sempre se sentiu respeitada no ambiente do futebol. “Na Mancha Verde, na quadra, no campo, eu sempre sou respeitada", afirmou. Pode não gostar de mim, mas tem que respeitar. Aliás, foi São Paulo que me deu essa sensação de respeito. Sou da Paraíba, mas passei a maior parte da minha vida aqui.”

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