Carnaval

Baile da Vogue trará mistura de verde colorido, pérolas gigantes e selfies de famosos

Festa acontece nesta sexta no Copacabana Palace, no Rio de Janeiro

Perspectivas do Palco Crystal do Baile da Vogue 2020

Perspectivas do Palco Crystal do Baile da Vogue 2020 Divulgação

São Paulo

Com o tema tropicalismo surreal, a arquitetura clássica do Copacabana Palace vai se transformar numa profusão de verde, pérolas, luzes e espaços para selfies dignas de 2.500 convidados VIPs. É o Baile da Vogue, que reúne famosos e ícones do mundo da moda nesta sexta-feira (7), pela primeira vez no icônico hotel de luxo carioca.

"Reflexos, profusão de imagens, mídias gigantescas, simplicidade e inteligência no roteiro visual do baile, além de muito verde multicolorido em color change”, afirma Carlos Pazzeto, diretor criativo do baile e responsável pelos cenários. “Prezamos por instalações que substituem a cenografia estática e exagerada.”

Pazetto levou cerca de três meses para desenvolver e executar a cenografia do baile com a ajuda de 250 profissionais. Serão, ao todo, nove ambientes inspirados em jardins e na moda, mas, segundo o diretor criativo as folhas não serão tantas a ponto de esconder as formas do Copacabana Palace. 

Tão extravagantes quanto o hotel mais famoso do Brasil serão os grandes “moicanos” de espelho encrustados entre as colunas e colares gigantes de pérolas pendurados no teto. Com uma lista de convidados repleta de personalidades célebres, entre elas Sabrina Sato, Gloria Maria e Bruna Marquezine, Pazetto diz que não haverá camarotes ou áreas VIPs. 

Amigos com redes sociais repletas de fãs ávidos por fotos. Por isso, todo o baile é preparado para servir de fundo para as imagens. “Vivemos num mundo muito selfie. Pessoas querem documentar momentos de alegria, diversão, e até mesmo outros sentimentos. Ambientes de festa precisam traduzir e entender esse desejo atual”, explica ele. 

Sobre eventuais comparações com o Baile do Copa, Pazetto diz que o cenário é diretamente influenciado pelo anfitrião. “É o como receber, que mensagem fica e onde a memória emotiva vai se conectar."

Talvez só por precaução, o diretor criativo decidiu não usar o mais tradicional dos salões do Copa: o Golden Room. “Desde o início queria levar os convidados a lugares do Copacabana Palace que eles geralmente não passam. Transformar um pouco dos bastidores de uma estrutura tão grande, em uma passagem lúdica e inesperada. Por isso, revertemos o habitual trânsito entre o Golden Room evitando usar o que comumente é usado.”

E o que, afinal, é o tropicalismo surreal carioca? Paula Merlo, diretora de conteúdo da Vogue Brasil explica: “O Rio é um jardim delicioso, vive noites tropicais e surreais. Eu acho que não tem nada mais surreal que o Rio em termos de beleza, de charme, de resiliência, de bossa. E o bairro de Copacabana é um dos mais surreais, é animado, é histórico, tem o velho, o novo, o pobre, o rico”.

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