Aviso
Este conteúdo é para maiores de 18 anos. Se tem menos de 18 anos, é inapropriado para você. Clique aqui.

Celebridades
Descrição de chapéu instagram

Carlinhos Maia, 25 milhões de seguidores: 'Parte do Brasil me adora, mas às vezes me dá surra'

Influenciador lança banco digital, planeja filme e diz se arrepender de muita coisa que já fez

O influenciador e humorista Carlinhos Maia

O influenciador e humorista Carlinhos Maia Divulgação

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Não é nada fácil para o Carlinhos Maia ser quem ele é. Controverso, o influenciador e comediante de 30 anos lida diariamente com o amor e o ódio dos mais de 25 milhões de brasileiros que o seguem. De uns tempos para cá, ele tem tentado se desvencilhar da imagem polêmica que festas em plena pandemia e riscos em obra de arte causaram a ele.

"A verdade é que parte do Brasil me adora e me exalta, mas às vezes me dá uma surra. As polêmicas não me ajudaram a ganhar seguidor, aliás já perdi muitos em cada uma delas", diz ele ao F5. Carlinhos conta que vem tentando ficar longe de brigas e se posicionar menos. "Me arrependo de muita coisa", assume.

Em entrevista ao site, o comediante fala ainda sobre a busca para alcançar seu primeiro bilhão de reais, a fixação por relógios caros e carros de luxo, a criação de um banco digital e também sobre um filme de sua vida, projeto para 2023.

Você anunciou que irá lançar um banco digital ainda este mês. Por que investir neste ramo? Não é uma ideia arriscada?

​​É o maior projeto da minha vida. Vou dar vantagens e prêmios mensais às pessoas, como casas e carros. Vai ter linha telefônica junto, cartão black para todo mundo. Além disso, para pessoas trans será possível colocar o nome social e fazer empréstimos. Quero realizar os sonhos dos outros, é uma ideia que venho amadurecendo há dois anos.

Que balanço você faz da sua carreira nos últimos cinco anos?
Tudo é positivo. Sair de onde eu saí [Penedo (AL)], eu que estou inserido em várias minorias por ser gay, fui pobre, nordestino, e hoje conseguir me mater tanto tempo nos holofotes é uma conquista. Fui recentemente enredo de escola de samba [na Império de Casa Verde], furei bolhas e chego às famílias brasileiras. Não existe saldo negativo nisso. Foi tudo maior do que eu imaginava.

Considera que as polêmicas nas quais se envolveu mais ajudaram ou prejudicaram sua carreira?
Eu fui uma figura criada pelo povo, então, eu, um menino da vila, humilde, nunca posso entrar em polêmica, pois a pessoa acha que ela me fez para o mundo, e eu não tenho direito de sair da linha. A verdade é que parte do Brasil me adora e me exalta, mas às vezes me dá uma surra. As polêmicas não me ajudaram a ganhar seguidor, aliás, já perdi muitos em cada uma delas. Então, essas polêmicas mais me prejudicaram do que qualquer outra coisa. Mas me sinto feliz de ser um dos LGBTQIA+ mais seguidos do mundo com 25 milhões de pessoas. É um mérito gigantesco.

Se arrepende de algo?
Sim, me arrependo de ter que falar demais, de justificar as coisas, me arrependo de me posicionar na hora que nem precisava, mas eu era pressionado a isso. Deveria ter calado mais. Por muito tempo fiz o garoto rebelde. Aquela festa na pandemia, no Nordeste estavam todos sem usar máscara e fizemos vista grossa. Isso eu errei e não faria de novo.

E a polêmica do quadro riscado?

Essa polêmica do risco no quadro [da artista plástica Lau Rocha, em Aracaju, em 2019] eu não sabia que quando compra você não pode riscar. Não sabia que era obra autoral, só queria deixar minha marca para que os hóspedes daquele hotel lembrassem de mim. Tudo isso me fez amadurecer. Hoje eu penso mais antes de falar e de agir, foi bom para a vida pessoal também. Estou mais em paz.

Vira e mexe você aparece nas redes se filmando dando prêmios de alto valor a desconhecidos na rua...
Já dei muita coisa e tem a parte que eu não filmo. São milhões de reais em prêmios para desconhecidos, casa, carro, o que eu filmo é o show business da minha vida. Gosto de influenciar pessoas a doarem, fazerem o bem.

Você tem muitos seguidores, mas muitos ‘haters’ [odiadores na internet]. Como lida com a rejeição?
Nesses cinco anos tive vários baques e tive de me reinventar. Muita gente pede que eu me posicione e quando eu faço isso, me atacam. É uma corda bamba que preciso equalizar para que não afete minha saúde mental. Hoje estou menos em polêmicas por não mais me posicionar tanto.

Você deixou de fazer TV. Pensa em retomar?
Estou conversando de novo com o Multishow, talvez o ‘Uma Vila de Novela’ volte, ainda estamos vendo.

Quais outros projetos para o futuro além do banco?
Quero um filme para mostrar a minha história e a da minha mãe. Estamos pensando até no título: ‘O Filho de Maria’. Buscamos uma produtora para tirar do papel em 2023. Eu ficarei só por trás da câmeras e talvez apareça no final, mas seria um ator fazendo meu papel desde criança até a fase adulta. Vai ser mais uma comédia com drama, pois foi tudo muito sofrido na minha vida. Nada foi fácil.


Pelo lado pessoal, como anda o casamento com o Lucas Guimarães?
Está tudo bem. Daqui dois anos, após eu conquistar meu primeiro bilhão de reais, meu foco será ter filhos. Quero ser o primeiro influenciador brasileiro a conquistar o primeiro bilhão. Não estou perto, mas estou trabalhando. Mas voltando aos filhos, quero ter uns três pelo menos. Fui adotado, né, então quero adotar também.

E por falar em dinheiro, recentemente você comprou mais um relógio avaliado em R$ 1 milhão. É consumista?
Sou sim, mas relógio é algo que eu gosto, tenho uns 12 deles, trato como um investimento. Espero não precisar revender. Tenho ainda uma Ferrari, uma Porsche, gosto muito de carros. Sou um cara que se diverte com a questão do dinheiro. Nunca tive nada e hoje quero ter tudo sem fingir. Humildade não tem nada a ver com o que a gente possui, são sonhos que realizo sem passar a perna em ninguém.

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem