Celebridades

Angelina Jolie espera que novo livro incentive crianças a lutar por direitos

Atriz ficou surpresa ao saber que EUA não ratificaram convenção da ONU

Angelina Jolie posa com seu livro - Lachlan Bailey/Anistia Internacional via Reuters
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Rollo Ross Marie-Louise Gumuchian
Reuters

Angelina Jolie, 46, diz que espera empoderar crianças de todo o mundo com ferramentas para lutar por seus direitos com seu novo livro. A obra é fruto da parceira da atriz com a Anistia Internacional.

"Know Your Rights and Claim Them" (algo como "conheça seus direitos e reivindique-os") foi escrito junto com a advogada de direitos humanos Geraldine Van Bueren, uma das redatoras originais da Convenção das Nações Unidas sobre os Direitos da Criança de 1989. Ele tem como objetivo dotar as crianças com conhecimento para desafiar com segurança as injustiças.

"Tantas crianças estão em perigo em todo o mundo e simplesmente não estamos fazendo o suficiente", disse Jolie em entrevista à Reuters. "Estes são os seus direitos, decididos anos atrás com base no que os tornaria adultos saudáveis, equilibrados, seguros e estáveis."

Jolie, que é enviada especial da agência de refugiados da ONU, a Acnur, disse esperar que o livro também lembre os governos de seu compromisso com o tratado global que consagra os direitos civis, sociais, políticos e econômicos das crianças.

"Passamos muito tempo bloqueando esses direitos, então este livro é para ajudar as crianças a terem um livro de instrumentos para dizer: 'Esses são os seus direitos, são coisas que vocês precisam questionar para ver a distância que estão, dependendo do seu país e das circunstâncias, de acessar esses direitos, quais são os seus obstáculos, outros que vieram antes de vocês e lutaram, maneiras de lutar'. Portanto, é um manual para lutar."

A atriz mãe de seis filhos disse que apresentou a convenção da ONU em sua casa para seus filhos, mas ficou surpresa ao saber que seu próprio país, os Estados Unidos, não a ratificou.

“Isso me enfureceu e me fez começar a questionar o que isso significa? Então, para cada país, que ideia é essa, você tem direito à educação... mas então por que tantas crianças estão fora da escola? Por que as meninas no Afeganistão vão ser afetadas se forem?", questinou.

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem