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Príncipe Harry se ofendeu com conselho do irmão sobre Meghan Markle, diz livro

Omid Scobie e Carolyn Durand são os escritores de 'Finding Freedom'

Harry teria se ofendido com comentário do irmão sobre Meghan Markle na época em que namoravam
Harry teria se ofendido com comentário do irmão sobre Meghan Markle na época em que namoravam - Getty Image

Um novo livro sobre a relação do duque e da duquesa de Sussex dentro da Família Real diz que o príncipe Harry ficou ofendido com um conselho do irmão no início da relação com Meghan Markle.

Na época em que Harry namorava Meghan, William, o duque de Cambridge, teria aconselhado o irmão a "levar o tempo que fosse necessário para conhecer essa garota". Segundo a publicação, que ouviu fontes próximas à família real britânica, Harry entendeu que houve um tom esnobe no termo "essa garota" usado por William. O duque e a duquesa de Sussex negaram ter contribuído para o livro.

Um porta-voz do casal, que agora vive na Califórnia, disse que eles não foram entrevistados para o livro. "Este livro é baseado nas próprias experiências dos autores como membros da imprensa e em suas próprias apurações independentes", declarou o porta-voz.

Trechos do livro "Finding Freedom" (em português 'Encontrando Liberdade') estão sendo publicados pelo jornal britânico The Times. Os autores, Omid Scobie e Carolyn Durand, descrevem uma cultura de crescente tensão entre os Sussex e outros membros da Família Real.

Segundo a obra, Harry e Meghan "mal estavam falando" com William e Kate em março. Também diz que amigos do príncipe Harry e Meghan se referiram a alguns funcionários do palácio como "víboras".

Ainda segundo a obra, o casal considera que suas reclamações não foram levadas a sério e acreditam que funcionários da família real britânica vazaram histórias sobre eles para a imprensa.

"Havia poucas pessoas trabalhando no palácio em que eles podiam confiar", escrevem os autores. "Um amigo do casal se referiu à velha guarda como 'as víboras'."

O especialista em família real da BBC Jonny Dymond diz que "fontes confiáveis" são a "moeda forte" de livros sobre a realeza britânica, e que "Finding Freedom é bem embasado".

Segundo Dymond, os autores falaram com contatos no Palácio de Buckinham (residência oficial da rainha Elizabeth 2ª), no Palácio de Kensington (residência dos Cambridge) e no círculo dos Sussex. "E eles conversaram com ao menos uma pessoa, talvez mais, que acredita poder falar em nome de –ou citar declarações de Meghan– , e pelo menos um amigo do príncipe Harry que acredita o mesmo."

Dymond diz que o livro não traz fatos necessariamente novos, mas funciona ao pintar um quadro redondo "de um retrato do casal no centro de um intenso turbilhão". Ele argumenta que já era conhecido, por exemplo, que o relacionamento de William e Harry estava seriamente danificado, que Meghan se sentia abandonada pelo Palácio, assim como que a rainha estava chateada com a declaração unilateral de independência do casal em janeiro deste ano.

CALIFÓRNIA

No início deste ano, Harry e Meghan anunciaram que deixariam de ser membros seniores da realeza britânica. Agora, vivem, em Los Angeles (Califórnia), nos Estados Unidos.

Em sua última aparição pública como membros da Família Real, eles se juntaram à rainha e a outros membros da realeza sênior no Dia da Commonwealth, na Abadia de Westminster, em 9 de março. Desde então, eles começaram essa nova fase de sua vida nos Estados Unidos, se dedicando a projetos de caridade.

No início deste mês, Meghan fez um discurso em uma cúpula de igualdade de gênero. O casal também conversou com jovens sobre igualdade de direitos durante a videochamada semanal do Queen's Commonwealth Trust, instituição de caridade voltada para jovens e dirigida por Harry e Meghan.

O casal também entrou com uma ação nos EUA depois que drones foram usados ​​para tirar fotos do filho deles, Archie. Meghan também está processando a empresa que publica os jornais e sites Mail on Sunday e Mail Online por violação de privacidade e violação de direitos autorais.

A empresa, o Daily Mail and General Trust, nega as acusações.

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