Celebridades

Tiago Leifert diz que pai não tem motivos para perseguir Gusttavo Lima

'Ele saiu da Globo há anos, saiu do Conar há anos'

Tiago Leifert é o apresentador do Big Brother Brasil 20 - Globo
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São Paulo

Tiago Leifert, 39, negou nesta segunda-feira (20) que o seu pai, Gilberto Leifert, teria alguma responsabilidade pela ação do Conar em abrir uma representação ética contra o cantor Gusttavo Lima e a Ambev por um suposto consumo excessivo de bebida alcoólica nas lives apresentadas pelo músico nas últimas semanas.

"Meu pai está de bermuda, em casa, aposentado, cumprindo a quarentena. Acho que meu pai nunca ouviu uma música do Gusttavo Lima. Eu adoro o Gusttavo, minha sobrinha gosta, minha mãe... mas acho que meu pai nem sabe quem é o Gusttavo Lima. E se soubesse, por que ele perseguiria o Gusttavo? De onde tiraram esse troço?", questionou Leifert, em vídeos publicados no seu Instagram.

Na noite de domingo (19), o colunista Leo Dias, do UOL, publicou uma nota insinuando que Gilberto Leifert teria tido alguma influência na ação do Conar contra o cantor sertanejo. Isso porque, segundo o jornalista, Gilberto, que também já foi diretor da Globo, é membro executivo do Conar Global e ainda exerceria forte influência no órgão de regulamentação publicitária.

O apresentador Tiago Leifert disse que seu pai saiu da Globo em 2017 e que não vai ao Conar desde 2018. "Meu pai não tem nada a ver com o que está acontecendo. Eu não tenho nada a ver com isso. Estou tocando minha vida e meu trabalho no Big Brother Brasil. Tirem esse bicho daqui, eu não tenho nem ideia do que vocês estão falando", afirmou.

Leifert afirmou ainda que a notícia o fez acordar muito antes do que ele gostaria. "Uma terrível teoria da conspiração, que meu pai, homem forte da Globo, está por trás do Conar, e ele está perseguindo o Gusttavo Lima", disse. "Gente, o meu pai saiu da Globo há anos, saiu do Conar há anos"

O apresentador do BBB afirmou também que aproveitaria o momento para falar de algo positivo."Eu doei mil cestas básicas para o Hospital Albert Einstein, em São Paulo, e eles entregam para as comunidades próximas. Como é meu bairro, essa é a comunidade que eu gosto de ajudar. Eu doei mil, quem quiser pode doar uma! Vamos fazer algo útil hoje?"

GUSTTAVO LIMA E AS CRÍTICAS

Na madrugada de quinta-feira (16), Gusttavo Lima afirmou via Twitter que não faria mais lives para evitar ser censurado. O cantor fez um show por transmissão ao vivo no sábado (11), pelo qual foi criticado ao aparecer proferindo palavrões e bebendo de cerveja a tequila, mostrando estar alterado em algumas ocasiões.

"Acho que o grande segredo da live é tirar o lençol do fantasma. Acho que uma live engessada e politicamente correta não tem graça. O bom são as brincadeiras, a vontade, levar alegria, alto astral para as pessoas que estão agoniadas nesse momento. Não farei live pra ser censurado", escreveu ele em seu perfil no Twitter.

"Juntos, ajudamos muitas pessoas. Foram toneladas de alimentos e arrecadações... Fizemos nosso papel, Deus abençoe a todos", afirmou em seguida.

A live, que teve uma mensagem "a todos os cachaceiros desse mundo" em sua abertura, durou sete horas e meia e teve 5,5 milhões de acessos simultâneos. Uma semana antes, o cantor já havia feito uma outra apresentação online que durou cinco horas e teve mais de 750 mil acessos simultâneos.

A representação no Conar foi aberta após dezenas de denúncias de internautas, envolvendo desde a falta de mecanismo para o acesso de menores de idade até o consumo excessivo de bebida alcoólica pelo músico, o que poderia ser considerado um estímulo ao consumo irresponsável do produto.

Em nota, o Conar afirmou que, apesar do formato inovador das apresentações online, elas devem seguir “princípios fundamentais da comunicação comercial do segmento, com a divulgação responsável de bebidas alcoólicas e com os cuidados para que não seja difundida a crianças e adolescentes”.

Procurado, Gusttavo Lima afirmou, por meio de sua assessoria, que "os esclarecimentos necessários serão prestados conforme determinado na referida citação". "O departamento jurídico está acompanhando o caso, tratando-se, portanto, de uma citação de processo administrativo e não se trata de processo judicial."

Já a Ambev afirmou que tem patrocinado algumas lives nesse momento de quarentena "sempre com o cuidado de assegurar as medidas de higiene e distanciamento social e com a devida orientação prévia aos artistas sobre as regras do Conar de publicidade de bebidas". Mas destaca que "em algumas lives, de forma totalmente espontânea, algumas orientações não foram seguidas".

"Estamos reforçando as regras dado esse novo contexto de entretenimento virtual e estamos mais do que nunca comprometidos com o consumo responsável de nossos produtos", afirmou a Ambev em nota. "Vale lembrar que a live é de propriedade do artista, muitas vezes realizada em sua casa, o que representa um desafio."

O cantor e a Ambev terão agora 20 dias para apresentar defesa, se assim quiserem. Caso o Conar entenda que houve irregularidade, as penas podem ser a alteração da peça publicitária, neste caso alteração da live, e advertência aos responsáveis.

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