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Advogados reafirmam inocência de Felipe Prior após abertura de inquérito

Ex-BBB foi acusado formalmente de violência sexual contra três mulheres

Felipe Prior é o décimo eliminado do BBB 20, com 56,73% dos votos
Felipe Prior é o décimo eliminado do BBB 20, com 56,73% dos votos - TV Globo
São Paulo

Os advogado de Felipe Prior, 27, divulgaram mais uma nota em sua defesa após a notícia de que a Delegacia da Defesa da Mulher de São Paulo abriu inquérito para apurar as acusações de estupro contra o arquiteto. O ex-BBB já havia negado as acusações de que teria estuprado duas mulheres e tentado estuprar uma terceira após festas de jogos universitários.

Em nota, eles dizem que Prior nega "todas as falsas acusações disseminadas contra ele e reafirma sua inocência. Felipe Prior jamais cometeu qualquer ato de violência sexual", diz nota divulgada pelo jornal Extra. Em nota, os advogados ainda reiteram que "o crime que existe é cometido por anônimos que o acusam e por aqueles que difundem essas acusações, causando prejuízos à sua integridade e à sua imagem". A nota é assinada por Carolina Tieppo Pugliese Ribeiro, Rafael Tieppo Pugliese e Celly F. de Mesquita Prior.

O inquérito foi aberto a partir de um pedido feito por Juliana de Almeida Valente, advogada das três vítimas. Na época em o que caso foi divulgado, ela confirmou ao F5 que já havia encaminhado uma notícia crime à Justiça. A partir daí, as denúncias serão apuradas e poderão levar Prior à julgamento.

Prior já havia divulgado um vídeo nas redes sociais em sua defesa na última sexta-feira (3). Ele afirmou que é inocente e que nunca cometeu violência sexual. Antes mesmo de ser aberto o inquérito, Prior já havia divulgado o nome dos advogados que atuam em sua defesa: Carolina Tietto Pugliese Ribeiro, Rafael Tieppo Pugliese Ribeiro e Celly de Mesquita Prior.

O F5 procurou os advogados de Prior e das supostas vítimas de violência sexual, mas nenhum deles ainda se pronunciou sobre esse novo fato.

Os relatos dos supostos crimes, que teriam acontecido entre 2014 e 2018, foram noticiados pela revista Marie Clare e confirmados ao F5 pela advogada Juliana de Almeida Valente, que representa as vítimas.

Segundo a advogada, os três crimes teriam acontecido após festas dos jogos universitários InterFAU, que são realizados anualmente e reúnem alunos de várias faculdades de arquitetura de urbanismo do estado de São Paulo. As três mulheres não teriam registrado boletim de ocorrência na ocasião por vergonha e medo.

ENTENDA AS ACUSAÇÕES

Uma das vítimas afirma, segundo a advogada, que estava com uma amiga, em uma festa de comemoração dos jogos universitários na cidade de São Paulo, quando pegou carona com Prior. Ela conta que, depois de deixarem a amiga em casa, ele teria encostado o carro em uma rua escura e teria ido para cima dela, que estava embriagada.

Prior teria puxado a jovem para o banco de trás e teria forçado a relação sexual de forma violenta e incisiva, apesar de ela dizer não. A violência teria provocado um ferimento na região vaginal da vítima, o que teria levado a um grande sangramento. Ele então teria parado e se oferecido para levá-la ao hospital, o que ela teria recusado.

A jovem teria ido posteriormente ao pronto-socorro, onde teria sido questionada sobre um possível abuso sexual, mas ela teria se recusado a falar sobre o ocorrido por vergonha. Segundo a advogada, ela ficou uma semana de cama e posteriormente teve abalo emocional, crise de pânico e dificuldade em relacionamentos.

Outro caso teria ocorrido na cidade de Biritiba Mirim, interior paulista, durante o InterFAU 2016. Segundo a Marie Clare, ela acompanhou Prior até sua barraca de camping, mas teria desistido da relação sexual por não ter camisinha. Ele então teria tentado força-la e impedi-la de deixar o local, mas ela teria conseguido se desvencilhar.

Valente afirmou que a vítima resolveu procurá-la apenas depois do início do Big Brother Brasil 20, após um tuíte apontar casos de assédio e abuso relacionados a Prior. O post acabou sendo apagado pela autora, mas a partir daí a jovem encontrou as outras duas vítimas.

O caso mais recente teria acontecido em 2018, também no InterFAU, em Itapetininga. Ainda de acordo com a revista, ela também teria aceitado ir até a barraca de camping do arquiteto e teria tido relações sexuais com ele, mas em certa altura ele teria passado a ser agressivo e ela falou que não queria mais, mas ele não teria parado.

O InterFAU afirmou, em nota, que Prior não poderia ingressar e tampouco participar das atividades do evento desde outubro de 2018, justamente por causa de denúncias envolvendo-o em casos de assédio “além de uma acusação de crime sexual durante o InterFAU de 2018”.

“A comissão organizadora, através dos deveres atribuídos a ela, visando garantir a segurança e o bem estar de todos no evento, se reuniu no dia 28 de outubro de 2018, onde foi deliberada a expulsão permanente de Felipe Prior das demais edições do InterFau”, afirmou a nota.

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