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De Fátima Bernardes a Felipe Neto: Famosos saem em defesa de Patrícia Campos Mello

Jornalista da Folha foi insultada por Hans River em CPMI das Fake News

A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News, que investiga a divulgação de notícias falsas nas redes sociais e assédio virtual, raliza oitiva decorrente do requerimento nº 214/2019.Mesa:relatora da CPMI das Fake News, deputada Lídice da Mata (PSB-BA);presidente da CPMI das Fake News, senador Angelo Coronel (PSD-BA);depoente Hans River do Rio Nascimento.Foto: Jane de Araújo/Agência Senado
A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) das Fake News: depoente Hans River do Rio Nascimento - Jane de Araújo/Agência Senado
São Paulo

Famosos e pessoas influentes mostraram apoio à jornalista da Folha de S.Paulo Patrícia Campos Mello após ela ter sido alvo de acusações e mentiras um dia antes na CPMI (comissão parlamentar mista de inquérito) das Fake News do Congresso.

Em depoimento concedido na condição de testemunha aos membros da CPMI, Hans River do Rio Nascimento, ex- funcionário da Yacows, agência de disparos em massa pelo WhatsApp, acusou Patrícia de ter usado falsas alegações para obter informações sobre a atuação da empresa, além de ter feito outros ataques à jornalista.

Em dezembro de 2018, reportagem da Folha, baseada em documentos da Justiça do Trabalho e em relatos de Hans, mostrou que uma rede de empresas, entre elas a Yacows, recorreu ao uso fraudulento de nome e CPF de idosos para registrar chips de celular e garantir o disparo de lotes de mensagens em benefício de políticos.

Nesta terça, ele deu informações falsas à CPI e insultou Patrícia Campos Mello, uma das autoras da reportagem sobre o uso fraudulento de nomes e CPFs para permitir o disparo de mensagens. Ele disse que ela teria se insinuado em troca de informações, o que é uma mentira já comprovada.

No Encontro com Fátima Bernardes desta quarta (12), a apresentadora saiu em defesa da jornalista. “É muito curioso, pois se fosse homem o repórter dessa matéria certamente ele [Hans] não usaria esse argumento. Muitos homens e mulheres se solidarizando com essa acusação absurda."

Âncora do Jornal Hoje, Maju Coutinho compartilhou em seu Twitter a notícia e desejou força à repórter da Folha. Ela também destacou que a lei prevê que fazer afirmação falsa como testemunha em processo judicial ou inquérito é crime.

O apresentador e humorista Gregório Duvivier publicou um vídeo no qual Patrícia Campos Mello rebate e prova que os ataques são mentirosos. Como comentário, publicou uma versão criada por ele mesmo da música de brega funk “Tudo Ok”, sucesso no YouTube.

“Crime eleitoral: ok; mentira em CPI: ok; crime de calúnia: ok; ficar putinho após ser rejeitado: ok; espero que ele pague todo o mal que ele fez”, postou.

O influenciador digital Felipe Neto, que ganhou visibilidade positiva ao distribuir livros com temática LGBT na Bienal do Rio, fez questão de transmitir todo o apoio e solidariedade a ela e disse que a jornalista foi alvo de “mentiras escabrosas e nojentas” proferidas pela pessoa que ele chama de “monstro”.

No campo da dramaturgia, a atriz Maria Ribeiro se mostrou indignada. “Repudio como mulher, como profissional e como cidadã esse ataque. É absurdo ver mentiras e estigmas de cunho machista ganhando espaço onde deveriam ser combatidas”, escreveu. Na mesma postagem, recebeu apoio do ator Bruno Mazzeo.

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