Celebridades

Após novela, Gianecchini reencarna vilão de 'Verdades Secretas': 'Podem acontecer coisas loucas'

Ator completará 20 anos de TV no próximo ano e diz se orgulhar até dos 'fracassos'

O ator Reynaldo Gianecchini em ensaio para revista Ela, do jornal O Globo

O ator Reynaldo Gianecchini em ensaio para revista Ela, do jornal O Globo Instagram/reynaldogianecchini/revistaela

Rio de Janeiro

Reynaldo Gianecchini, 47, se despediu de “A Dona do Pedaço” (Globo) no sábado (23) e já está empolgado com sua próxima missão: reencarnar o vilão Anthony na segunda temporada de “Verdades Secretas” (Globo), prevista para ir ao ar em 2021. A trama é escrita por Walcyr Carrasco, mesmo autor da novela das 21h recém-terminada.

“Essa série é um projeto lindo e estou muito curioso para saber como seria a parte dois. Vou pedir um spoiler para o Walcyr Carrasco [risos]. Acho que podem acontecer as coisas mais loucas. Espero que ele continue tocando em assuntos bem espinhosos, daquela forma bem direta que ele fez, sem pudor”, afirma Gianecchini.

O ator, que foi de vilão a mocinho e morreu no último capítulo de “A Dona do Pedaço”, diz que ficará com saudades deste trabalho, cujos bastidores rendiam posts divertidos em suas redes sociais. O intérprete de Régis chegou a ser apelidado de “blogueirinho” por seus seguidores e também por colegas de elenco. 

Para ele, a união da equipe foi importante para o sucesso da novela: “Teve uma confluência que deu muito certo. Uma energia muito boa de ligação entre todos os profissionais. Autor, direção, público. É uma novela que realmente teve uma comunicação surpreendente com os telespectadores. Quase um fenômeno. Tudo foi muito afinado.”

Em 2020, Gianecchini completa duas décadas de televisão, assim como Juliana Paes, que protagonizou “A Dona do Pedaço” na pele de Maria da Paz. Os veteranos estrearam na novela “Laços de Família” (Globo, 2000-2001), escrita por Manoel Carlos, como os personagens Edu e Ritinha. 

“Essa novela [‘A Dona do Pedaço’] me remeteu a muitos momentos de ‘Laços de Família’, principalmente por ser mais um trabalho ao lado da Juliana. Começamos sem muita experiência e absorvemos muita coisa nesse tempo. Brincamos muito mais em cena hoje e é muito legal fazer mais um sucesso”, afirma o ator.

“Sempre paro para analisar a minha trajetória e fico feliz, inclusive com os erros e com os produtos que foram considerados fracassados. Acho que são importantes também. A gente aprende”, avalia.

Gianecchini afirma que decidiu tocar a carreira de uma forma diferente e que, por isso, está sendo mais seletivo em seus trabalhos. O ator conta que sentiu necessidade de dar vazão a outros setores de sua vida. 

“Quero ter mais folga e não me deixar ser atropelado pela vida. Eu adoro trabalhar, mas realmente agora quero pensar melhor no tipo de trabalho que quero fazer, quais desafios quero topar, que tipo de coisa quero dizer através do meu trabalho (...) Antigamente eu trabalhava de domingo a domingo e aquilo preenchia algo dentro de mim, mas de repente passou a não preencher mais.”

Há pouco mais de um mês, Reynaldo Gianecchini concedeu uma entrevista ao jornal “O Globo” em que assumiu já ter vivido romance com homens. Em bate-papo com o F5, ele celebrou o cuidado com que o tema foi tratado na referida reportagem e disse que ficou surpreso com o feedback positivo que recebeu do público.

“Foi muito legal. Essa matéria foi muito bonita porque foi tratada com muito respeito, num patamar de discussão que vai além da fofoquinha. Achei que teria muita gente tirando do contexto e deturpando, e fiquei surpreso com quanta coisa positiva que a matéria trouxe. Fiquei feliz com a repercussão”, disse.

O ator, cujo último relacionamento público foi com a jornalista Marília Gabriela, de 1999 a 2006, disse que entender sua sexualidade foi um processo.

“Acho que a sexualidade é sempre tratada de forma muito rasa, como se fosse algo simples. Eu fui falar no momento que me senti maduro e que eu já podia entender sobre isso. Precisei de um tempo também para me conhecer, entender tudo isso para também ter coragem de olhar para mim sem tantas expectativas de agradar as pessoas. É um processo. Não se pode cobrar o tempo de ninguém.”

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