Celebridades

Roberto Leal revela luta contra câncer, diz que quase perdeu vista e lembra pessimismo da família

Português está ha dois anos com doença e já fez três cirurgias

O cantor Roberto Leal e a apresentadora Daniela Albuquerque
O cantor Roberto Leal e a apresentadora Daniela Albuquerque - Divulgação/RedeTV!
Leonardo Volpato
São Paulo

O cantor português Roberto Leal vive o drama de lutar contra um câncer há dois anos. O artista de 67 anos começou com uma hérnia de disco que evoluiu para fortes dores na coluna e membros inferiores. Depois de um agressivo tratamento, três cirurgias e radioterapia, o cantor ainda desenvolveu duas cataratas e perdeu parte da visão do olho direito.

“Se eu tivesse tomado decisões de outras pessoas eu teria retirado a minha vista”, desabafa em entrevista à apresentadora Daniela Albuquerque, no ar nesta quinta (7) no programa da RedeTV! “Sensacional”. 

Não bastasse ter de lidar com a doença, Leal, que disputou a vaga para deputado estadual por São Paulo, mas não se elegeu, afirma que ainda teve de encarar a descrença da própria família de que ele sairia dessa situação. “Muitas pessoas me visitaram e era fácil ler na cabeça delas: ‘Este não sai mais daqui’. Inclusive, pessoas da minha família”, conta.

Leal teve de se locomover com cadeira de rodas e, ao voltar a cantar, relata ter sido carregado muitas vezes por não conseguir chegar ao palco. Ele teve metástase na panturrilha. O carinho das pessoas, porém, continuou forte.

Por mais que tenha esperanças de se curar totalmente, o artista revela que já pensou que pudesse não resistir. “Vi a minha parte rítmica ir a zero, quase fiquei sem respirar, precisei de aparelho. Quando cheguei para a cirurgia, já estava com uma dor grande. Foi a hora em que eu quase perdi a consciência”, recorda.

De todo esse processo de dor, ele conta que já produz um trabalho novo. A canção se chamará “Vida te quero viva”. “Assim como as folhas de um livro que se vai lendo, um dia uma página é triste, outro dia o sorriso vai nascendo. A gente está sempre aprendendo a existir”, conclui.

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