Celebridades

'Fragilidade e insegurança fazem parte', diz Taís Araújo sobre ouvir a própria intuição

Atriz e a youtuber Jout Jout comentaram seus aprendizados e decepções em evento nesta sexta (6)

Jout Jout e Taís Araújo em evento da Casa da Intuição
Jout Jout e Taís Araújo em evento da Casa da Intuição - Beatriz Fialho/F5

Beatriz Fialho
São Paulo

Taís Araújo, 39, diz que muitas vezes já se sentiu insegura para fazer escolhas e tomar decisões em sua vida, o que a levou a momentos de muito aprendizado. A atriz relatou um desses episódios em um evento na Casa da Intuição, em São Paulo, nesta sexta (6).

Ela contou que, quando recebeu críticas por interpretar Helena em "Viver a Vida" (2009), pensou em abandonar a carreira de atriz. "Naquele momento pensei que precisava ser como a Alice [de 'Alice no País das Maravilhas'], e me diminuir para poder crescer", comentou.

Ela relatou que voltar para o teatro a salvou como atriz e a fez recuperar o gosto pela atuação —assim como a ensinou a importante lição de não dar atenção para todas as críticas que recebe. 

"O que o outro pensa sobre a gente diz muito mais sobre ele do que sobre nós mesmos. Temos que prestar mais atenção no que a gente pensa e sente", comentou ela. "Mas, a atriz que eu sou hoje partiu daquele momento de frustração, daquele erro."

A youtuber Jout Jout também participou da conversa que abordou o tema "Intuição", promovida pela Monange, marca de produtos de corpo e cabelo. 

Para ela, a nossa intuição é, muitas vezes, sufocada por nós mesmos. "A gente acha que intuição vem do coração e o que vem do coração é embuste", brincou ela. A youtuber, no entanto, diz que o processo de criação de seu canal foi completamente intuitivo —e deram certo. 

Outra questão comum à elas é a preocupação com a ideia de que ter momentos de fragilidade, tristeza e insegurança seja algo ruim, quando na verdade deveria ser completamente normal.

"Fragilidade e insegurança fazem parte da vida", comentou Thaís. "A gente vem repensando tanto a sociedade. Também precisamos repensar essa questão da fragilidade", completou Jout Jout. 

Para elas, essa insegurança é resultado, muitas vezes, de uma pressão social sofrida pelas mulheres, que têm seus corpos e costumes criticados constantemente por não pertencerem à um padrão.

"Fora as mulheres que são mortas, as mulheres estão se matando por não se aceitarem", comentou Jout Jout, lembrando casos de mulheres que morreram em cirurgias plásticas. "Eu sou tão orgulhosa do que construí que não é uma estria e uma celulite que vão me privar de ir à praia e aproveitar com a minha família", disse Araújo.

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