Celebridades

Taylor Swift vence processo por abuso sexual

FILE PHOTO: Taylor Swift performs "Out of the Woods" at the 58th Grammy Awards in Los Angeles
Taylor Swift em apresentação no Grammy de 2016 - Mario Anzuoni; REUTERS


A estrela da música pop Taylor Swift, 27, comemorou nesta segunda (14) a vitória em um processo por abuso sexual contra um ex-DJ de uma emissora de rádio, a quem ela acusa de tê-la apalpado antes de um show.

O juiz de uma corte federal de Denver deliberou por quatro horas antes de dar ganho de causa à cantora, que acionou David Mueller por ter apalpado suas nádegas enquanto eles tiravam uma foto, em 2013.

Swift recebeu o valor simbólico de um dólar pelos danos, marcando um dia emotivo para a cantora, que chorou durante os argumentos finais.

Taylor emitiu uma declaração agradecendo ao tribunal e a sua equipe legal por "lutar por mim e por qualquer pessoa que se sinta silenciada por um abuso sexual".

"Reconheço o privilégio que tenho na vida, na sociedade e por poder suportar o enorme custo de me defender em um julgamento como este", disse.

"A minha esperança é ajudar as pessoas cujas vozes também devem ser ouvidas. Portanto, futuramente vou fazer doações a várias organizações que ajudem as vítimas de abuso sexual a se defender".

A cantora se afastou momentaneamente do julgamento para enxugar as lágrimas, enquanto o advogado de Mueller, Gabriel MacFarland, questionava se o seu cliente teria motivos para apalpar a estrela.

A mãe da cantora, Andrea Swift, também foi vista com lágrimas nos olhos durante o julgamento, enquanto entregava lenços para sua filha.

"Não sei que tipo de pessoa agarra ou apalpa uma estrela da música, mas não é esse homem", disse MacFarland à corte, e repetidamente afirmou que a cantora estava equivocada ao afirmar que Mueller pôs a mão por baixo de sua saia e "agarrou a sua bunda".

'NÃO SIGNIFICA NÃO'

A equipe de Taylor reclamou sobre o incidente com a rádio onde o DJ trabalhava e ele foi demitido.

Mueller entrou com uma ação pedindo três milhões de dólares para a cantora por perda de renda, argumentando que as suas acusações provocaram a sua demissão. Enquanto isso, a popstar o processou por assédio sexual.

O juiz do distrito, William Martínez, desconsiderou o caso na sexta (11), alegando que não havia provas de que Mueller tivesse direito a uma indenização por danos e prejuízos por parte de Taylor.

O júri, composto por seis mulheres e dois homens, decidiu que a mãe de Taylor Swift e o coordenador da rádio Frank Bell não eram responsáveis pelos danos ao pressionar a emissora para que o demitissem.

Doug Baldridge, advogado de Taylor, disse ao júri em seus argumentos finais que a única questão a ser determinada era se alguém como Mueller deveria poder humilhar ou assediar uma mulher.

"Agressores como o senhor Mueller têm direito de processar a sua vítima?", perguntou Baldridge ao júri.

A cifra simbólica como forma de reparar os danos tem "um valor incalculável", afirmou Baldridge, acrescentando: "isso mostra que 'não significa não'. Diz a todos que cada mulher decide o que fazer com o seu corpo".

Do lado de fora da corte, Baldridge disse aos repórteres que "fez a coisa certa": "Algo realmente importante aconteceu aqui hoje. Levou alguém tão importante quanto Taylor Swift a se levantar e dizer não", declarou.

"Isso realmente significa algo para uma em cada quatro mulheres que são vítimas de abuso sexual".

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem

Últimas Notícias