Música

'Estou segura comigo, com meu corpo, com minha música', diz Manu Gavassi

Manu Gavassi, 24, ficou cerca de um ano e meio focada na produção de seu novo CD, "Manu", lançado em abril pela Universal Music. A obra marca uma fase mais madura da artista, que diz ter a sensação que este é o seu primeiro trabalho.

Ao "F5" a artista falou repercussão do novo trabalho, sobre suas inspirações para compor, de maturidade, nudez e próximos projetos.

Manu Gavassi no lançamento da multiplataforma Tim Music, em São Paulo
Manu Gavassi no lançamento da multiplataforma Tim Music, em São Paulo - Marcus Leoni-22.jun.2017/Folhapress


F5 - Muita gente está dizendo que seu novo CD mostra uma Manu no estilo mais mulherão. Você também acha isso?

Manu Gavassi - Houve um crescimento natural. Quando eu comecei a cantar, tinha 16 anos. Agora, tenho 24. Muita coisa mudou. Tenho a sensação que este é o meu primeiro CD. Talvez por eu estar mais velha, entender mais o que é o meu trabalho, o mercado, poder decidir e participar de tudo, desde a parte visual até os arranjos nos estúdios.

Sempre compus as músicas, mas é a primeira vez que participo dos arranjos no estúdio, dos clipes. Estou me descobrindo como artista, no que eu sou boa, e como eu me divirto fazendo isso. Fiquei quase um ano e meio nesse processo. Tem um gostinho todo especial.

F5 -"Manu" é completamente autoral, né? Atualmente, o que te inspira a compor?

Sim. Relacionamentos me inspiram. E não só no sentido romântico. Gosto muito de observar, e o lance de falar sobre a magia que une a história de duas pessoas sempre me encantou muito. Mas acho que nesse CD as músicas ficaram bem diferentes porque elas não são focadas em relacionamento com outras pessoas, e sim no meu relacionamento comigo.

Foram três anos em que me descobri muito como menina, como mulher. E acho que isso reflete na vibe do CD inteiro.

De "Garoto Errado", que estourou em 2010, para "Sozinha", de 2015, e "Hipnose", de 2017, dá para ver como as suas perspectivas mudaram bastante.

"Garoto Errado" está entre as músicas que escrevi entre os 14 e os 17 anos. É uma primeira experiência de gostar de alguém, de estar apaixonada, de beijar, de ter friozinho na barriga.

"Hipnose" eu escrevi depois de ter vivido muita coisa, de ter entrado em um relacionamento. Pela primeira vez, me enxerguei sozinha e percebi o que é essa coisa de ter um relacionamento com você mesma, antes de se relacionar com os outros.

Em 2016, você fez um ensaio sensual caseiro em protesto ao banho de photoshop que te deram na revista "Vip". Agora, a capa de "Manu" é um nude. Essa exposição gera uma polêmica, né?

Essa polêmica já era esperada, mas para mim foi muito tranquilo. Na minha opinião, a foto foi feita com muito bom gosto, com profissionais que eu confio e tinha muito a ver com a ideia do CD. Nem ia ser a capa, mas quando olhamos para ela, percebemos que não poderia ser outra. É uma foto que me mostra segura.

E é isso mesmo. Estou me sentindo segura comigo, com meu corpo, com minha música, e espero passar um exemplo bom para meninas. Não existe isso de quanto você se expõe. O quanto você se expõe é o quanto você quer se expor. Um corpo é um corpo. É uma coisa bonita. Você tem que se sentir bem com ele. Espero que passe uma mensagem positiva de autoaceitação também.

Como o público recebeu seu novo álbum?

Está sendo surpreendente. Uma galera que nem me conhecia como cantora está abraçando esse CD. Elas percebem que é um conteúdo pop nacional. Eu me preocupo muito com isso. Até pensei em contratar produtores gringos, mas decidi que queria fazer esse trabalho aqui, valorizar os produtores brasileiros.

Por exemplo, tem uma faixa produzida pelo Tropkillaz, tem quatro faixas produzidas pelo Umberto Tavares, que trabalha com Anitta e Ludmilla. Esse trabalho tem realmente a minha cara, meu idioma. Fiquei orgulhosa.

Falando em Anitta e Ludmilla, elas são inspiração pra você?

Elas são demais. Conseguiram criar uma cena pop no Brasil vinda do funk que é admirável.

E seus projetos na TV, quais são?

Gravei recentemente uma participação para a série "Planeta B", do Multishow. Sou muito fã do grupo de teatro "Melhores do Mundo", que protagoniza o programa. Então, topei participar da série de imediato.

Minha personagem é uma serial killer espacial. É super engraçada, descontraída, misteriosa, meio vilã. Foi super divertido. Ainda não sei quando vai ao ar. No fim do ano passado, eu rodei o meu primeiro longa, "Ela é o Cara", uma comédia que será lançada no meio deste ano.


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