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Mulher sofre mais em momento de separação, mas homem nunca se recupera, diz estudo

Mulheres tendem a sofrer mais com o rompimento de uma relação, mas homens apenas tocam a vida, sem jamais ter se recuperado 100%. É o que diz um novo estudo publicado pela Universidade de Binghamton, de Nova York (EUA).

De acordo com o pesquisador Craig Morris, coordenador do estudo, as diferenças remetem à biologia: mulheres têm mais a perder namorando a pessoa errada.

Os pesquisadores das universidades de Binghamton e College London pediram a 5.705 voluntários de 96 países que classificassem sua dor emocional e física após um rompimento em uma escala de 1 (nenhuma dor) a 10 (dor insuportável).

Eles descobriram que as mulheres tendem a ser afetadas mais negativamente pelo término de relações, relatando níveis mais altos de dor física e emocional.

As mulheres marcaram a média de 6,84 em angústia emocional, enquanto os homens marcaram 6,58. Em termos de dor física, as mulheres chegaram a 4,21 de média e os homens a 3,75. Por outro lado, os homens mostraram nunca se recuperar totalmente. Eles apenas seguem a vida.

Crédito: Evan Agostini - 19.nov.2014/Associated Press Ben Affleck e Jennifer Garner se separaram após dez anos juntos
Ben Affleck e Jennifer Garner se separaram após dez anos juntos

"Simplificando, as mulheres evoluíram para investir mais nos relacionamentos do que os homens", explicou Morris ao "Daily Mail". "Um breve encontro romântico pode levar a nove meses de gravidez, seguida por anos de amamentação, enquanto o homem pode sair de cena minutos após o encontro, sem nenhum investimento emocional. É esse o risco de investimento biológico que tornou as mulheres mais seletivas ao longo da evolução".

"Portanto, a perda de um relacionamento de qualidade pode doer mais para uma mulher. Já os homens evoluíram para competir entre si pela atenção feminina, então para um homem, a perda de um relacionamento de qualidade pode não doer tanto num primeiro momento", diz Morris.

"Os homens tendem a sofrer mais com a perda a longo prazo, quando começa a cair a ficha de que ele vai ter que começar a competir de novo para repor aquilo que perdeu, ou pior, quando ele percebe que aquela mulher que perdeu é insubstituível".

Segundo Morris, a maioria das pessoas vai experimentar uma média de três separações até os 30 anos, com pelo menos uma delas nos afetando profundamente e piorando nossa qualidade de vida por semanas ou meses.

"Tem gente que perde emprego, perde aulas, há pessoas que podem começar a ter comportamentos altamente auto-destrutivos, tudo isso por causa do fim de um relacionamento", diz ele.

"Com melhor entendimento dessa resposta emocional e física aos rompimentos, conhecido como 'luto pós relacionamento', podemos talvez desenvolver formas de mitigar esses efeitos em indivíduos de alto risco, com tendência a depressão, por exemplo".

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