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Clarissa Kiste se diz honrada por ser mãe solo em 'Amor de Mãe' e quer personagem empoderada

Natália terá recaída e retomará romance com Durval na novela

Clarissa Kiste

Clarissa Kiste Bruno Poletti/Folhapress

São Paulo

Entre vários exemplos de maternidade que aparecem na novela “Amor de Mãe” (Globo), Clarissa Kiste afirma estar honrada em representar as que criam seus filhos sozinhas. “Isso é muito real e no Brasil mais ainda. A gente tem 5 milhões de pessoas que não têm nem o nome do pai na certidão”, diz ela. 

Aos 41 anos e com uma carreira já bem consolidada no teatro e no cinema, a atriz faz agora sua estreia em novelas como Natália, uma mulher abandonada, que vê o ex-marido Durval (Enrique Diaz) voltar depois de anos, reascendendo mágoas e afetando sua relação com a filha do casal, Carol (Duda Batsow). 

“Eu me emociono muito com essa história. Eu me sinto animada por representar essa quantidade enorme de mães solo”, diz a atriz, que na trama passa a ser vista como vilã pela filha com a chegada de um pai legal e permissivo. “Essa coisa de responsabilidades iguais é muito nova, de 20 anos pra cá. É bom discutir isso.”

Na semana passada, a novela mostrou justamente Durval assumindo as responsabilidades pela filha, que foi morar com o pai após ter sido expulsa de casa pela mãe. Nesta segunda (6), o núcleo iniciou uma nova reviravolta, dessa vez com a aproximação e até troca de beijos entre Natália e o ex. 

Clarissa afirma que não sabe qual será o futuro do casal, mas diz acreditar que é possível, sim, que eles se entendam, apesar de toda mágoa que ficou.

“Acho que, de alguma maneira, essa história ficou mal acabada para ela. Essa volta pode ajudá-la a superar. Talvez superar esse sonho de uma vida ideal, que a gente cresce com isso. ​Pode ter lugar até para discutir o desejo da mulher. Uma atração que ainda existe apesar de tudo. Agora, mais madura, ela pode sucumbir a isso."

As irmãs e confidentes de Natália na trama, Vitória (Taís Araujo) e Miranda (Debora Lamm), vão mostrar opiniões opostas diante do romance. Mas o problema mesmo deve ser a filha: “Tenho o caso de uma amiga, cuja mãe falava muito mal do pai e depois eles voltaram, a filha ficou com isso cabeça. Não é fácil”, avalia a atriz. 

Questionada se torce pelo casal, Clarissa diz que ainda não sabe. “Estou esperando acontecer. Mas minha torcida mesmo, como mulher, é para ver a Natália cada vez mais empoderada, se sentido valorizada, que a filha a respeite... Acho que isso é o mais importante."

NA VIDA E NA FICÇÃO 

Na vida real, a atriz vive uma vida bem diferente da de sua personagem. A filha de Clarissa ainda tem cinco anos, o que coloca ela longe dos conflitos que Natália tem passado com a filha adolescente. A inspiração dentro de casa vem de suas sobrinhas adolescentes e das irmãs: “Elas falam as mesmas frases que a Natália fala”, recorda a atriz, aos risos.  

Na ficção, a atriz já viveu conflito parecido com o da novela, como em “Ferrugem”, filme vencedor do Festival de Gramado 2018, em que contracena também com Enrique Diaz. No longa, no entanto, é a personagem de Clarissa que sai de casa e deixa o ex-marido, com a responsabilidade de cuidar dos filhos. 

Para Clarissa, o reencontro com outros artistas com quem já tinha trabalhado, como Malu Galli, que dá vida a Lídia, e Nanda Costa, que faz Érica, tem ajudado a enfrentar sua primeira novela. Ela afirma que a adaptação não poderia estar melhor e que está impressionada com a estrutura que encontrou na Globo: “Estou muito feliz”. 

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