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Regina Duarte fica incomodada com perguntas sobre sexualidade de personagem em 'Sete Vidas'

10/02/2015 - 14h35

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LOUISE SOARES
COLABORAÇÃO PARA O "F5", DO RIO

Em "Sete Vidas", novela de Lícia Manzo que substituirá "Boogie Oogie" na faixa das 18h da Globo, Regina Duarte, 68, vai interpretar a primeira personagem homossexual de sua carreira televisiva.

Na novela, a educadora Esther é viúva de Vivien e mãe dos gêmeos Luís (Thiago Rodrigues) e Laila (Maria Eduarda), os quais concebeu através de um doador anônimo, Miguel (Domingos Montagner).

Durante o lançamento da novela para a imprensa, a atriz disse que acha importante discutir o tema e contou que ficou impressionada com o espanto das pessoas por ela estar interpretando uma mulher homossexual. Em alguns momentos, a atriz mostrou-se incomodada com o foco das perguntas dos jornalistas na questão da sexualidade da personagem, em detrimento de suas outras características.

"Ninguém apresenta um amigo colocando a opção ou a atitude homossexual dele na frente de outras qualidades e atributos e é isso que me impressiona muito nesse momento em relação à postura da imprensa com relação ao meu personagem. É uma mulher solar, livre, uma geração 'Malu Mulher', que lutou para derrubar preconceitos", disse.

A trama de Esther lembra a história que será vivida pelas personagens de Fernanda Montenegro e Nathália Thimberg em "Babilônia", próxima novela das 21h da Globo. Perguntada sobre o fato de as duas tramas terem casais lésbicos interpretados por atrizes veteranas e estarem ao mesmo tempo no ar, Regina Duarte afirmou que é apenas uma coincidência.

"Isso é um tema que já foi tabu por muitos anos, assim como foi a mulher que trabalha fora, a pílula anticoncepcional. Tem um momento em que existe uma necessidade de se retratar esses temas na dramaturgia. É uma reflexão importante", avaliou.

A diferença entre os casais de "Sete Vidas" e "Babilônia" é que, na primeira, o relacionamento não será mostrado em cena, pois a companheira de Esther, Vivien, já é falecida. Regina disse não saber se a personagem teria abertura para um novo amor, mas torce para que esse sentimento prevaleça.

"Não quero viver uma mulher fechada para o amor. Mas, se for para viver isso, por que não? Tem muitas mulheres hoje em dia que estão fechadas para o amor, traumatizadas", afirmou.

A autora da novela, Lícia Manzo, também falou sobre o assunto durante o evento. "Acho que as pessoas ainda discutem de uma forma antiga, tacanha. Eu ainda tenho que responder a mil perguntas [sobre] se a personagem da Regina é homossexual. É uma das características dela, ela é uma educadora, uma mãe sensacional. Eu não defino meu amigo homossexual, é meu amigo querido", afirmou.

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