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Ele não presta para absolutamente nada, diz Antonio Calloni sobre cafajeste de série

Antonio Calloni, 52, falou sobre o cafajeste Osório, que ele interpretou na série "Eu que Amo Tanto", exibida no "Fantástico" (Globo).

Na trama, ele faz Zezé (Carolina Dieckmann) de gato e sapato, chegando a levar outras mulheres para a cama do casal.

"Não tenha dúvida de esses personagens retratam a vida de muitos", disse. "São tipos que a gente conhece, já ouviu falar. Muitas já se relacionaram com esse tipo de homem, e é essa a beleza do trabalho. É amor, é uma doença? O que é esse sentimento pelo qual essas mulheres passam? Por que elas se envolvem com esses caras?"

No caso de Zezé, ele conta que o fato de ela ter sido abusada pelo tio e maltratada pelo pai teve grande repercussão na personalidade dela.

"Esses homens mais velhos sempre tiveram poder sobre ela. Esse padrão ela vem repetindo ao longo da vida", comentou. "Quando ela encontra esse cara, fala: 'É esse'. Só que ele não presta para absolutamente nada. E ela percebe isso um pouco tarde demais."

Sobre de onde tirou as referências para o trabalho, afirmou: "Todo mundo já passou por isso".

"Intensidade não falta aqui no Brasil", explicou. "O material de trabalho do ator é a própria vida, está tudo aí à nossa volta. Todos os sentimentos estão dentro da gente, amor, ódio, nada é estranho para a gente. Tudo o que é humano não é estranho."


O ator contou que, na vida real, nunca teve que lidar com uma mulher que "ama demais", caso da personagem de Dieckmann.

"De uma forma exagerada e doentia, não. Mas a intensidade, quando a gente fala de amor, é sempre bem-vinda", afirmou.

Casado há 21 anos, Calloni disse que não há segredos para um relacionamento saudável e duradouro.

"A fórmula é você querer estar junto com todas as dificuldades que existem em uma relação", avaliou. "Não é um mar de rosas, isso não existe, mas a vontade de estar junto prevalece."

Ele comparou a série a outro clássico do "Fantástico", do qual também participou: "A Vida como Ela É" (1996).

"De parecido tem o humor, a obsessão, a paixão e um certo descontrole", disse. "É completamente rodriguiano."

O jornalista VITOR MORENO viajou a convite da Globo

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