Saiu no NP

Cobra gigante engole pessoas e apavora de SP ao Norte do Brasil

À parte as lendas urbanas e os casos bizarros, o "Notícias Populares" chamou a atenção de seus leitores, na década de 90, com répteis gigantes que engoliam pessoas.

Parecia uma história da novela "Pantanal" ou conversa de pescador, mas a foto de capa do jornal do dia 24 de agosto de 1990 comprovava o tamanho de 12 m da sucuri e a vítima dentro de sua barriga.

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A cobra gigante foi capturada após engolir o pescador José, de 1,82 m, perto da margem do rio Araguaia, na cidade de Barra do Garça, no Mato Grosso. De dentro do seu bote, ele jogou a rede para pescar e foi surpreendido pelo réptil, que, rapidamente, se enrolou em volta de seu corpo e triturou os seus ossos.

Crédito: Folhapress Infográfico mostra como ocorreu o ataque da sucuri gigante, no Mato Grosso, e como ela foi morta e capturada por pescadores
Infográfico mostra como ocorreu o ataque da sucuri gigante, no Mato Grosso, e como ela foi morta e capturada por pescadores

"Sucuri engole caipira" foi a manchete estampada no "NP" após três pescadores contarem a história do amigo José, que foi arrastado, sem fôlego, para as águas escuras do rio. Eles relataram ainda que pegaram um revólver para afugentar o enorme bicho, mas foi em vão. "Quando chegamos, a cobra já tinha ido para o fundo do rio. Depois, não deu mais para ouvir nada. Nem os gritos", contaram os pescadores.

Eles acreditavam que encontrariam o amigo com vida, mas, depois de algumas horas de procura, foi a cobra quem reapareceu para tentar fazer mais uma vítima. Desta vez, porém, um tiro certeiro na cabeça fez a sucuri se contorcer nas águas do rio Araguaia até morrer.

Assustados com o tamanho da cobra, os pescadores a levaram para Barra do Garça, onde abriram a sua barriga e tiraram José de dentro, para que ele pudesse ser enterrado como cristão.

Para a bióloga Maria da Graça Salomão, do Instituto Butantan, é possível uma sucuri comer um homem, mas ela disse à época que isso nunca fora provado. "A gente ouve muita história de pescador. Mas nunca se registrou um caso desse. Essa cobra teria de ser muito forte para comer um homem. Também não existe uma cobra de 12 m."

Apesar de algumas pessoas duvidarem da história, o 'NP' no dia seguinte emendava mais um caso de réptil gigante engolindo gente. Em 25 de agosto de 1990, o jornal noticiou: "Sucuri esfomeada devora mais um! Criança tinha três anos".


O caso referia-se a um acontecimento de 1988, em Rondônia, quando um menino de três anos brincava às margens do rio Jaru, no sítio onde morava, e uma sucuri de 15 m o atacou na frente dos pais. "Nunca vou esquecer daquela coisa horrível, o meu menino na boca daquele monstro", disse a mãe, Maristela Menezes. O pai da vítima, Daniel Menezes, contou: "Quando o menino gritou, corri e disparei alguns tiros de espingarda, mas a maldita mergulhou com o meu Danielzinho esperneando na boca e sumiu".

A cobra que comeu o garoto era maior que a de Mato Grosso e nem precisou esmagá-lo para devorar sua presa. Abalados com a tragédia, os pais de "Dan", como o menino era chamado, se mudaram com os outros seis filhos para Porto Velho (capital do Estado) e nunca mais voltaram para a beira do rio.

Empolgado com as cobras, o "NP" chegou a conclamar os leitores a apresentarem mais relatos e fotos de ataques de répteis ou coisas estranhas, com o chamariz: "... Não esqueça: pagamos muito bem".

Assim o jornal atraiu a história do ex-motorista Cícero Alves da Silva, 44, alagoano de Quebrangulo, que protagonizou mais um caso com cobra em Luziânia, no interior de São Paulo, cidade em que morou por 13 anos e onde vivia seu irmão, Antenor.

Crédito: Folhapress
Cícero Alves da Silva come carne de sucuri no interior de SP

À beira do rio Feio, no sítio Bom Retiro, ao se preparar para pescar com o irmão, Cícero viveu a aventura que o levou às páginas do "NP".

Ao se preparar para recolher os covos (armadilhas feitas de esteiras armadas em paus para atrair peixe) e pegar o pescado, o alagoano abaixou-se e ouviu um estalo. Rapidamente, olhou para a árvore acima e viu, em um dos galhos, a sucuri enrolada pronta para dar o bote. Cícero deu um salto para trás, engatilhou a espingarda que carregava no ombro e despejou chumbo na cobra, que caiu estatelada no chão.

O susto, porém, rendeu um banquete. Cícero e o irmão, que adoravam comer cobras desde 1970, quando provaram pela primeira vez e elegeram a cascavel com a mais suculenta, levaram a sucuri para a porta da casa do sítio, tiraram-lhe o couro e saborearam a iguaria.

Unindo essa última história com os relatos dos ataques e as vítimas de cobras gigantes, o "NP" colocou Cícero com um vingador, no dia 27 de agosto de 1990, quando publicou a matéria "Caipira se vinga e come a sucuri", e até deu receita de como se preparar carne de cobra para consumo.

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