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Ed Sheeran será processado por suposto plágio de Marvin Gaye

Juiz rejeitou tentativa do cantor de dispensar uma das três ações

O cantor Ed Sheeran
O cantor Ed Sheeran - Henry Nicholls-18.jun.2019/Reuters
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Nova York e São Paulo
Reuters

Um juiz norte-americano rejeitou nesta terça-feira (30) uma tentativa do cantor e compositor inglês Ed Sheeran de dispensar um de três processos que o acusam de copiar seu hit de 2014 "Thinking Out Loud" do clássico de 1973 "Let's Get It On", de Marvin Gaye.

O juiz Ronnie Abrams, de Manhattan, decidiu que a Structured Asset Sales, que detém um terço dos direitos de "Let's Get It On" do patrimônio do coautor Ed Townsend, pode processar Sheeran, a Sony Music Publishing e outros envolvidos no registro de direitos autorais de abril de 2020 para uma gravação em estúdio da canção.

Esse registro "permite ao tribunal inferir razoavelmente que o reclamante detém a propriedade dos direitos autorais de 2020" e pode prosseguir em processo por direitos autorais, disse Abrams.

Apesar disso, o juiz colocou o caso em suspensão, citando uma "sobreposição significativa" da ação do pleiteante contra Sheeran pelos direitos de "Let's Get It On" com base apenas na partitura da canção de Gaye.

A Structured Asset Sales, de propriedade do banqueiro de investimentos David Pullman, busca mais de US$ 100 milhões (R$ 576,3 milhõs) em indenização. O registro de 2020 para "Let's Get It On" supostamente inclui "elementos musicais" que não estão presentes na partitura.

Os advogados de Sheeran e da Sony não responderam imediatamente a pedidos por comentários.

ENTENDA

"Let's Get It On" foi escrita por Marvin Gaye e Edward Townsend (1929-2003), cantor e compositor americano, em 1973. Foi um dos maiores sucessos do cantor, ocupando o primeiro lugar entre as músicas mais ouvidas por duas semanas.

Já o hit "Thinking Out Loud" garantiu a Ed Sheeran indicações ao Grammy de 2016 nas categorias melhor álbum, melhor performance e música do ano.

Depois da morte de Townsend, a Structured Asset Sales comprou um terço de seus direitos autorais. No processo, a empresa alega que o valor devido foi calculado com base no sucesso da música de Sheeran, ouvida mais de 2,3 bilhões de vezes no YouTube e cujo álbum, "X", vendeu mais de 15 milhões de cópias.

Sheeran já havia sido processado pelo suposto plágio em 2016, pelos herdeiros de Townsend. Na época, segundo o site TMZ, ele alegou em sua defesa que não houve plágio e que as similaridades são uma coincidência, já que os padrões de coro e bateria são "extremamente comuns" no mundo da música.

O cantor britânico disse ainda, segundo site americano, que os elementos similares entre as duas canções são de domínio público e não podem ser protegidos pelas leis de direitos autorais.

Ouça as duas músicas e compare:

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