Música

'Não há palavras para descrever a crueldade', diz Nando Reis sobre Bolsonaro na pandemia

Cantor afima que passa a quarentena com a família em sítio no interior paulista

Nando Reis passa a quarentena em seu sítio em Jaú, no interior paulista

Nando Reis passa a quarentena em seu sítio em Jaú, no interior paulista Mathilde Missioneiro-18.ago.2019/Folhapress

São Paulo

Com show adiados e sem poder subir nos palcos por causa da pandemia do novo coronavírus, Nando Reis decidiu fazer uma mudança de planos. Desde o início da quarentena está em seu sítio em Jaú, interior de São Paulo, ao lado da mulher Vânia, dos filhos, Sebastião, Theo, Sophia e Zoé, além dos três netos.

"Nesses quase três meses que eu me recolhi no meu sítio no interior, já aconteceu de tudo. Tive momentos de maior angústia, de maior tristeza, de maior apreensão e alegria. Cheguei a ficar quase um mês sem ter vontade de pegar no violão, até que tive que pegar por obrigação, por trabalho. Cheguei a compor algumas coisas”, diz o ex-vocalista do Titãs.

E, apesar da paixão pela música, o compositor de sucessos como "O Segundo Sol", "Relicário" e "All Star" resolveu explorar outros hábitos. "Também fiz outras coisas diferentes. Plantei minhas dálias, adoro flores. Fizemos uma horta e me dediquei a cuidar da casa. Atividades lúdicas, profissionais, leitura, diversão e reorganização."

A quarentena também tem sido uma forma de explorar as plataformas digitais. O músico está mais ativo nas redes sociais, em que soma milhões de seguidores, e já realizou três apresentações transmitidas virtualmente —duas no YouTube e uma no Instagram.

"Não mato a saudade do palco, porque geralmente estou acompanhado da banda, de uma grande equipe e, sobretudo, da plateia. Mas de alguma maneira a live supre algum tipo de anseio, do desejo de poder tocar", afirma Nando Reis.

Mesmo distante da correria da metrópole, o cantor não deixa de se inteirar sobre as notícias, principalmente sobre o cenário político brasileiro, e fez duras críticas ao presidente Jair Bolsonaro (sem partido). "Eu estou estarrecido com esse governo, principalmente com a maneira com que ele está conduzindo mal o país. Não há ministro da saúde até agora. As coisas que se passaram nesses três meses, os pronunciamentos, as atrocidades ditas por esse presidente [Bolsonaro]."

E continua. "Não há palavras para descrever a crueldade e a irresponsabilidade. Isso se eu for me ater só em relação à pandemia. É uma tragédia o que está acontecendo com o Brasil nas mãos dessas pessoas que estão governando", finaliza o músico.

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