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K-Beauty: Produtos de beleza sul-coreanos viram tendência entre as brasileiras; veja dicas

Beauté asiático traz embalagens fofas e longas rotinas de beleza

As máscaras faciais são um dos produtos do K-Beauty mais populares entre os brasileiros
As máscaras faciais são um dos produtos do K-Beauty mais populares entre os brasileiros - Reprodução/Instagram/drjart

Beatriz Vilanova
São Paulo

​O K-Pop, ritmo sul-coreano com tantos fãs no Brasil, foi a ponta do iceberg da onda de interesse pelos costumes da Coreia do Sul que surgiu no país. Junto às músicas, cresceram as buscas por seriados, escolas coreanas de língua e principalmente o K-Beauty, termo que designa os produtos utilizados pelas mulheres sul-coreanas para os cuidados diários com a pele e a beleza.

Diferente dos produtos ocidentais, que normalmente são multiúso, os produtos sul-coreanos têm funções específicas. Cada um deles faz parte de uma etapa dentro de um ritual de beleza inspirado nas gueixas, que pode ter até dez passos. Diferentes tipos de limpeza, esfoliação, uso de tônico e essência, máscara, creme, hidratante e protetor solar estão entre eles.

Por terem ações específicas, esses produtos tendem a ter ingredientes menos agressivos. O resultado é uma “Glass Skin” (“pele de vidro”, em tradução literal do inglês), expressão usada pelas coreanas para designar uma pele limpa, sem poros, hidratada e iluminada.

A estudante de letras Bianca Neves, que já tinha o costume de escutar músicas de grupos sul-coreanos há cerca de três anos, diz que acabou cedendo aos cosméticos K-Beauty neste ano.

“Eu já era interessada pela cultura. Já via essa questão da maquiagem e dos cuidados de peles nos seriados sul-coreanos, e comecei a pesquisar”, conta. “A maquiagem deles é mais natural; não é um rosto todo marcado, e foi isso que me interessou. Minha experiência até agora tem sido muito boa."

Bianca já comprou máscaras de rosto, sabonetes e batons de marcas sul-coreanas –tudo pela internet, já que os produtos costumam ser mais caros no Brasil, uma vez que passam pelos Estados Unidos e o consumidor precisa pagar a conversão do dólar. 

O K-Beauty entra tímido no mercado brasileiro, e ainda é incomum encontrar esses produtos nas principais lojas de cosméticos do país. Em São Paulo, é possível encontrar alguns deles no bairro da Liberdade, por exemplo. Mas os valores de importação e a pouca oferta desses produtos, que normalmente seriam mais baratos, acabam encarecendo o preço nas lojas físicas .

“Aqui os produtos são muito caros e você tem que usar com muita frequência para ter algum tipo de resultado. Tenho um pouco de preguiça para esses cuidados, mas no dia em que estou mais inspirada para usar os produtos do K-Beauty, eu uso e sinto que o resultado dura”, diz Bianca.

O Brasil é um dos países onde as pessoas mais se preocupam com a beleza, então a aposta desses produtos é certeira por aqui, assim como tem sido na Europa e nos Estados Unidos.

“A globalização acaba provocando tendências. Alguns produtos coreanos possuem ativos poderosos e fórmulas diferentes”, diz a dermatologista Karla Assed, que costuma prescrever o conglomerado de marcas sul-coreanas Amorepacific.

“Os cosméticos de muco de caracol, por exemplo, se tornaram fenômeno no ocidente e chegaram com força no Brasil. Os efeitos reparadores do extrato são famosos entre as coreanas e o creme é aplicado contra acne e para prevenir rugas.”

Esses produtos são vendidos em embalagens coloridas e com desenhos ou formatos de animais, um modelo de promoção que acaba tornando-os ainda mais populares. Isso vale especialmente para as chamadas “sheet masks”, máscaras faciais de tecido que já vêm úmidas e são normalmente vendidas por unidade. Com funções que vão de hidratação ao clareamento da pele, as máscaras ganharam força entre as brasileiras e já existem marcas nacionais reproduzindo-as.

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