Tony Goes

Show de Justin Timberlake no Super Bowl não teve momentos memoráveis

Justin Timberlake durante apresentação no 52º Super Bowl
Justin Timberlake durante apresentação no 52º Super Bowl - AFP

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Em 2017, Lady Gaga conseguiu unir um país dividido com uma apresentação divertida e patriótica ao mesmo tempo. Em 2016, Beyoncé lançou no gramado seu tijolaço "Formation", um hino feminista e antirracista.

Em 2015, Katy Perry mitou nas redes sociais, graças a um bailarino fantasiado de tubarão que dançava fora do ritmo.

Até o tubarão fez falta no show de Justin Timberlake durante o intervalo do Super  Bowl, a final do campeonato de futebol americano, neste domingo (4). Milimetricamente coreografada, esta foi a terceira vez que o cantor se apresentou no que talvez seja o maior palco do mundo. E, pela terceira vez, deixou a desejar.

A primeira foi em 2001, quando Timberlake ainda fazia parte da boy band  N' SYNC. Junto com os colegas bem mais velhos do grupo Aerosmith, os rapazes foram eclipsados por duas convidadas especiais: as cantoras Mary  J. Blige e Britney Spears (esta última, namorada de Timberlake à época).

Três anos depois, o desastre. Justin Timberlake era o convidado de Janet Jackson, a atração principal do show do Super Bowl. Durante sua música "Rock With You", o cantor se entusiasmou - e arrancou o sutiã da colega, expondo-lhe um mamilo ao mundo.

Sobreveio então um escândalo totalmente desproporcional à gravidade do caso. Janet Jackson teve seus discos banidos de algumas rádios e sua carreira nunca mais se recuperou totalmente. Enquanto isto, a de Timberlake não parou mais de crescer, ao ponto dele reclamar para si a coroa de Michael Jackson como o novo rei do pop.

Circularam boatos de que Janet faria uma aparição durante o show de Timberlake neste domingo, mas a cantora negou tudo em suas redes sociais. Pelo jeito, está magoada até hoje.

Também surgiram rumores de que Prince, falecido em 2016, apareceria em um holograma - afinal, o Super Bowl deste ano aconteceu em Minneapolis, sua terra natal.

Mas hologramas de artistas mortos são um assunto para lá de controverso, e Timberlake achou melhor homenagear Prince apenas com uma projeção em um tecido gigantesco. Mesmo assim, houve quem reclamasse. Afinal, os dois nunca foram próximos e chegaram a trocar farpas algumas vezes.

Este tributo, que deveria ser o ponto mais emocionante da apresentação, durou pouquíssimo. Como, aliás, costumam durar todos os números dos shows recentes do Super Bowl, em que os astros tentam condensar décadas de hits em menos de 14 minutos. Talvez seja hora de repensar este formato, que obriga os artistas a verdadeiras maratonas.

A maratona de Timberlake só não foi perfeita tecnicamente porque houve alguns problemas de som. O rapaz se esforçou, dançou para caramba, mostrou mais uma vez que é mesmo do ramo.

Mas faltou aquele momento-chave que faria com que seu show entrasse para a história. Nem que fosse uma gafe. Nem que fosse um tubarão dançando fora do ritmo.

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Diferente do que foi informado o show da cantora Katy Perry no Super Bowl aconteceu em 2015, não em 2017. 

Tony Goes

Tony Goes tem 56 anos. Nasceu no Rio de Janeiro, mas vive em São Paulo desde pequeno. Já escreveu para várias séries de humor e programas de variedades, além de alguns longas-metragens. E atualiza diariamente o blog que leva seu nome: tonygoes.blogspot.com

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