Cinema e Séries

Com Maisa, 'Cinderela Pop' se distancia do conto de fada com versão musical e empoderada

Filme estreia nesta quinta-feira (28) nos cinemas de todo o país

 
 
Maisa Silva como Cintia no filme

Maisa Silva como Cintia no filme "Cinderela Pop" SerendipityInc/Divulgação

Fernanda Pereira Neves
São Paulo

Como seria a Cinderela do século 21? Com certeza não haveria lugar para sapatinhos de cristal e cantorias com ratinhos, nem precisaria ela da ajuda de fada madrinha contra as maldades da madrasta. No filme "Cinderela Pop", a famosa princesa é na verdade independente, sonha ser DJ e não acredita no amor.

Adaptado do livro homônimo, de Paula Pimenta, o longa, que tem Maisa Silva, 16, no papel principal, se distancia do conto de fadas sem perder a essência da história original. Cinderela é Cintia Dorella, uma jovem abalada pela traição do pai, que tem rixa com a madrasta e se apaixona, não por um príncipe, mas por um astro pop. 

"Eu não queria repetir algo, então vi todos os filmes de Cinderela. Li desde as primeiras versões, como a dos irmãos Grimm, e comecei a pensar em com ela seria nos dias de hoje. A primeira coisa foi o sapatinho, está fora de moda sapatinho de cristal. Também não queria matar a mãe de ninguém, e pensei no divórcio", conta Paula. 

Outra novidade é o empoderamento de Cintia, que, diferente de outras versões, não tem o objetivo de conquistar o príncipe, mas sim de realizar seu sonho de ser DJ. Os obstáculos ao seu plano são o pai, César (Marcelo Valle), que ganha contornos de vilão nessa versão, e a madrasta, Patrícia (Fernanda Paes Leme).

"Todas as mulheres do livro são fortes. Acho que hoje nenhuma princesa fica esperando um príncipe encantado, elas vão atrás do que querem. Em 'Cinderela Pop', o príncipe é até um obstáculo, ela acha que o amor vai atrapalhar. Princesa não fica esperando, a gente vai atrás e até salva uns príncipes por aí", brinca Paula. 

​Maisa, que faz sua primeira protagonista solo, é a prova de que as "princesas de hoje" não esperam. A adolescente, que diz ser fã dos livros de Paula, se ofereceu para o papel de Cintia Dorela. "Acho que a minha entrada pro elenco foi a mais inusitada", conta ela aos risos. "A gente tem que se oferecer para as coisas, as oportunidades estão aí". 

A atriz, que se prepara hoje para estrear seu próprio talk show no SBT, gravava "Tudo Por Um Pop Star", em 2017, quando soube que "Cinderela Pop" viraria filme. "Na hora eu falei ‘Meu Deus, esse livro! Eu sei tudo’. Aí eu mandei um vídeo pra Paula: ‘Oi, Paula, meu nome é Maisa. Adoro seus livros’. Depois confirmaram que eu estava escalada." 

Apesar de não haver cantorias com bichinhos, a nova versão de Cinderela, manteve a musicalidade de outras adaptações, apesar da repaginada mais moderna. Além de Maisa, que teve aulas de piano e fez curso de DJ, Filipe Bragança, 18, que interpreta o pop star Fredy Prince, em uma nova versão de príncipe, tocou violão e soltou a voz. 

Mesmo com experiência na música e tendo conquistado um prêmio Bibi Ferreira de melhor ator revelação por sua atuação no musical Les Misérables, Bragança afirma que foi desafiador o novo personagem. "Foi uma outra pegada, na forma de cantar, no alcance vocal. Eu tinha que tornar aquilo interessante só com a minha voz, além de ter que enfrentar o palco. Eu nunca fiz um show, então foi bem diferente." 

Fredy Prince também aparece como o verdadeiro romântico nessa versão de Cinderela, o que Bragança diz compartilhar com o personagem. "Gosto de acreditar em amor a primeira vista. Não sei se acredito, afinal o filme é uma fantasia, mas gosto de pensar que um dia a gente vai encontrar uma alma gêmea", conta o ator. 

Completa o elenco Giovanna Grigio, 21, que faz Belinha, uma influenciadora digital e melhor amiga de Fredy Prince. A atriz, que fez "Malhação: Viva a Diferença” (Globo, 2017-2018), também é a melhor amiga de Bragança na vida real, com quem contracenou no filme "Eu Fico Loko" (2017). 

Já as gêmeas irmãs de criação de Cinderela são feitas por Letícia Pedro, 17, da série "Detetives do Prédio Azul” (Gloob) e Kiria Malheiros, 14, que fez "Malhação: Seu Lugar no Mundo" (Globo, 2015-2016). 

Para a autora do livro, "Cinderela Pop" é apenas a primeira adaptação de uma série de princesas. "A Princesa Adormecida", que traz uma nova versão de "A Bela Adormecida", já está em pré-produção e deve ser rodado ainda neste ano. Depois virá "A Princesa das Águas", uma adaptação de "A Pequena Sereia". 

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