Carnaval

Banhada a ouro e Swarovski, Samara Carneiro diz que não basta ter rosto bonito para ser rainha da Pérola

'Não adianta ter rosto bonito ou corpo chamativo se não tiver samba no pé e humildade'

Samara Carneiro, rainha de bateria da escola de samba paulistana Pérola Negra

Samara Carneiro, rainha de bateria da escola de samba paulistana Pérola Negra Alex Pires/Divulgação

São Paulo

Com mais de uma década de experiência no sambódromo, Samara Carneiro, 34, não tem descanso quando chega o Carnaval. Além de integrar o time de musas da Mocidade Alegre, desde o ano passado ela está também à frente da bateria da Pérola Negra, tendo o privilégio de desfilar por duas das principais escolas de samba do Grupo Especial de São Paulo.

Mas se engana quem pensa que é só nessa época que ela se dedica com tanto fervor. "Sempre que termina o Carnaval eu já quero saber do que a escola vai falar no próximo ano, isso me mantém empolgada e faz com que eu me envolva muito mais com a comunidade", diz.

Há pouco tempo como rainha de bateria da Pérola Negra, ela conta que identificação com a equipe e a torcida foi instantânea. "Fui muito bem recebida pela a comunidade e pela bateria e isso me deixou super feliz. Tirou o frio da barriga que eu tinha ao imaginar que não pudessem gostar do meu jeito", diz.

Dedicada, ela encara o desafio como um aprendizado constante. "Ser rainha não é fácil. Temos que estar sempre atentas para não machucar ninguém com palavras ou gestos. Hoje em dia as rainhas são julgadas pelo samba. Não adianta ter um rosto bonito ou um corpo chamativo se não tiver samba no pé e humildade com o próximo", afirma a passista.

Neste ano, a escola homenageia o povo cigano com o enredo "Bartali Tcherain - A Estrela Cigana Brilha na Pérola Negra". Samara representa essa estrela da sorte e pisa na avenida com uma fantasia luxuosa, carregada de peças banhadas a ouro e cristais Swarovski.

Nos últimos dias, devido às fortes chuvas ocorridas na capital paulista, a Pérola Negra teve seu barracão na Vila Leopoldina invadido pela água. Ninguém se feriu, mas fantasias e carros alegóricos que estavam no local podem ter sido gravemente danificados. Os danos ainda não foram contabilizados pela equipe.

A Pérola Negra é a primeira a se apresentar no Sambódromo do Anhembi, na zona norte de São Paulo, no segundo dia de desfiles das escolas de samba do Grupo Especial. 

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