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Celebridades

Ex-atriz mirim de 'Teca na TV' aposta em carreira no sertanejo e prepara EP

Priscilla Campos diz que se afastou da arte por causa da religião e destaca maternidade

Priscilla Campos Instagram/priscillacamposofic

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São Paulo

Todos os caminhos sempre levaram Priscilla Campos, 30, de volta para a arte. A atriz, que ficou conhecida por protagonizar a série "Teca na TV" (Futura, 1997-2009), agora trabalha para se consolidar como cantora sertaneja e não esconde a vontade de voltar para as telinhas. "Meu foco é viver totalmente da minha arte."

A artista tinha oito anos quando entrou para o seriado do qual foi protagonista na 2ª e 3ª temporadas. Depois fez parte do elenco de "Gente Inocente" (Globo, 2000-2002), "Floribella" (Band, 2005-2006) e "Malhação" (Globo, 1999). Uma trajetória que lhe dá muito orgulho. "Tem gente que fala: ‘Nossa, você perdeu sua infância toda gravando’, mas não, eu fiz exatamente o que eu queria fazer."

Naquela época, Priscilla já tinha interesse pela vida de cantora e aos 13 anos fez apresentações acompanhada de seus pais no Rio de Janeiro, cidade onde nasceu. Os compromissos com a TV, no entanto, acabaram deixando a carreira musical em segundo plano. "Isso foi até uns 16 anos, aí larguei tudo por um tempo. Me converti e fiquei muito fanática na igreja e fechei várias portas para mim."

A retomada de sua carreira artística aconteceu em 2016, quando Priscilla já estava com 24 anos. Na época, ela optou pelo sertanejo por uma junção de fatores. "Foi quando explodiu o feminejo, com Maiara e Maraisa, Marília Mendonça... Além disso, meu avô sempre me deu essa bagagem do sertanejo, e eu era casada com uma pessoa muito amante do ritmo também", enumera ela em entrevista ao F5.

Não houve nenhum estou nacional, mas no ano seguinte, Priscilla já conseguia viver exclusivamente da música, mas a crise financeiro chegou, depois a pandemia e ela foi obrigada a dividir seu tempo com um trabalho na área comercial. "Às vezes me dá um desespero e eu me culpo por ter largado lá atrás, porque eu acho que deveria estar em outro lugar. Mas tudo tem um propósito."

Agora, a cantora, que já tem um single autoral chamado "Eu Mereço Mais", prepara um EP para o próximo ano, que vai misturar empoderamento feminino e sofrência. Nem mesmo a chegada da filha, Maitê, nascida em 2018, tira seu foco. "É difícil ter que abrir mão de momentos com ela, principalmente nos finais de semana, porque eu trabalho, mas tenho total consciência que faço tudo por ela, em primeiro lugar."

Abaixo, a artista comenta mais sobre suas inspirações na música, projetos futuros para atuação e maternidade. Confira trechos editados da entrevista.

Qual importância que a Teca teve na sua carreira?
O canal Futura me formou. Comecei a gravar com 8 anos. No teste já foi um grande desafio, decorei um texto de quatro páginas frente e verso. Levo muita coisa da Teca até hoje, ela ser muito aberta, amiga e curiosa. Tenho uma tatuagem de uma claquete escrito Teca na TV. Até hoje as pessoas me reconhecem.

Você deixou a carreira artística de lado por um tempo. Por que essa escolha?
Eu me converti na época e fiquei muito fanática na igreja. Fechei várias portas para mim, dei uma sumida. Recusei papel em ‘Malhação’, até de protagonista. Eu tenho muita vontade de voltar a atuar, sinto muita falta do estúdio, de gravar e atuar. Não fecho nenhuma porta para a atuação.

Tem algum papel que você gostaria de fazer?
Meu sonho sempre foi ser vilã, até quando eu fui bruxa eu fui boa. Fiz uma bruxinha chamada Lua Cheia, no ‘Sítio do Pica Pau Amarelo’, filha da Morgana que foi a Elizabeth Savalla. Eu ficava lutando contra a mãe porque ela era má. Queria mostrar uma outra vertente.

Na carreira musical, quais são suas principais inspirações?
Minha diva maior da vida é a Beyoncé. Beyoncé e Sandy para mim acabou, esquece. Dentro do sertanejo, é Marília Mendonça, sempre vai ser. Além delas, tem Adele e Amy Whinehouse.

Você gostaria de cantar outros ritmos além do sertanejo?
Sim. Amo R&B e jazz. Sou muito eclética, gosto de música. O sertanejo me dá a possibilidade de atuar no palco, porque são histórias muito loucas e bregas no melhor sentido da palavra. Isso que eu acho incrível. Mas adoraria ter um projeto mais voltado para o que eu escuto no meu dia a dia, o R&B, jazz, até trap. Isso depois que eu me firmasse no sertanejo.

Em suas redes sociais, você mostra bastante a maternidade. Qual a importância disso?
A Maitê mudou tudo na minha vida, ela é a prioridade de tudo. Só descobrimos o que é amor mesmo depois que somos mães. Ela é muito parecida comigo, é muito artista. Até brinco que eu queria que ela fosse outra coisa, porque essa vida é muito sofrida. Mas ela ama cantar, música, me acompanhar nos shows. Sempre que são lugares que eu posso levar, eu levo. Me separei esse ano, e o pai dela é super presente e faz o papel dele. Conseguimos manter a parceria. Eu tenho muita ajuda da minha rede de apoio também, minha mãe, irmã e pai… porque pai não é rede de apoio, pai é pai.

Você tem novos projetos?
Tenho alguns projetos no papel em relação a apresentação e atuação, mas coisas minhas. Uma delas é o retorno do meu canal no YouTube, mas em outro formato, antes eu fazia covers. O projeto da atuação ainda está muito no esboço mesmo. E quero voltar para a televisão, mas isso independe de mim. Estou correndo atrás por fora mesmo.

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