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Rodrigo Santoro vive espião em novo filme de Jorge Furtado

29/12/2011 - 18h45

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ANNA VIRGINIA BALLOUSSIER
DE SÃO PAULO

Iniciação da Globo no formato telefilme, "Homens de Bem" é como uma prova de ética em que todos os alunos recebem nota vermelha.

Ao longo de uma hora e 20 minutos, o diretor Jorge Furtado ("Saneamento Básico") pôs em marcha um desfile de personagens "com caráter muitíssimo duvidoso".

É advogado tentando corromper deputado federal, policial que usa araponga para alavancar investigação...

Uma história que equipara a corrupção à caipirinha, outro patrimônio nacional: sobe à cabeça rapidinho, mas sempre há quem peça mais.

Fábio Rebelo/TV Globo
Rodrigo Santoro em cena do especial de fim de ano da Globo "Homens de Bem"
Rodrigo Santoro em cena do especial de fim de ano da Globo "Homens de Bem"

Rodrigo Santoro volta à TV nesse especial de fim de ano. Ele é o espião Ciba, que vive nas frestas da lei -costuma prestar servicinhos "extraoficiais" para a Polícia Federal.

MOCINHO?

Segundo o ator, "um herói que não é mocinho", disposto a fazer "o que for preciso para colocar os maus na cadeia". E quem decide quem são os homens maus é ele.

Ciba é chamado por um delegado para armar um flagrante que pode levar à cadeia César (Guilherme Weber).

Esse empresário quer subornar um deputado federal, e o espião é implantado pela PF para entregar a mala de dinheiro. Duas bolas encaçapadas numa só tacada.

Ou não. A confusão começa com a aparição de outra equipe policial, na cola do mesmo deputado.

Disputas internas da PF, grampos e uso de arapongas? Sim, você já viu esse filme antes -e fora das telas. Basta lembrar do caso que envolveu o hoje deputado Protógenes Queiroz, acusado de espionar autoridades ilegalmente quando era delegado.

Furtado ressalta o letreiro no começo da atração: "Qualquer semelhança com a realidade é mera coincidência".

Mas reconhece que a vida real é um self-service de histórias semelhantes.

Lembra da queda de Fernando Collor, dos "mil grampos" relacionados à privatização na era FHC e dos mensalões -do PT ao DEM.

"Toda hora aparecem escândalos revelados por pessoas de dentro [da máquina pública] ou pela imprensa. E todas as histórias têm algo em comum: os arapongas."

ANTI-HERÓI

Para Furtado, o público não rejeita Ciba, um sujeito "meio amoral e apolítico".

O personagem de Santoro corresponderia a uma categoria vitoriosa na dramaturgia moderna. "Herói bonzinho não convence muito mais", diz o diretor.

Nesse sentido, Ciba frequenta o mesmo clube de "bad boys" que o publicitário Don Draper ("Mad Men"), o mafioso Tony Soprano e o serial killer Dexter.

"Todos são, de alguma maneira, anti-heróis. E você acaba torcendo por eles."

NA TV
Homens de Bem
Exibição do telefilme
QUANDO hoje, às 22h35, na Globo
CLASSIFICAÇÃO não informada

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