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Zoológico de Amsterdã desiste de leões por crise financeira causada pela pandemia

Artis tem leões desde 1839, um ano depois de sua primeira abertura ao público

Duas leoas e um leão do zoo Artis, em Amsterdã
Duas leoas e um leão do zoo Artis, em Amsterdã - Artis Amsterdam Royal Zoo/Handout via Reuters
Toby Sterling
Amsterdã
Reuters

O zoológico Artis de Amsterdã, um dos parques de animais mais antigos da Europa, afirmou nesta quinta-feira (28) que vai parar de criar leões porque não pode pagar por eles devido às consequências financeiras da pandemia de coronavírus.

"Foi uma decisão difícil porque os leões fazem parte da identidade do Artis", disse o diretor Rembrandt Sutorius em um comunicado. O Artis tem leões desde 1839, um ano depois de sua primeira abertura ao público.

A visitação ao parque teve queda de 50% em 2020 e ele está atualmente fechado ao público, com custos fixos de 60 mil euros (R$ 395 mil) por dia e um deficit orçamentário acumulado de 20 milhões de euros (R$ 131,6 milhões), afirmou Sutorius no comunicado.

As duas leoas e um leão do Artis viajarão em grupo em meados de fevereiro para um zoológico na França, onde terão mais espaço do que em Amsterdã. O parque disse que não havia chance dos mesmos leões voltarem após o fim da pandemia, mas não descartou o retorno de leões ao zoológico no futuro.

O recinto de concreto dos leões em Artis, considerado de ponta quando foi construído em 1927 porque contava com um fosso e parede, em vez de grades, passaria por uma reforma prevista em 4 milhões de euros (R$ 26,3 milhões) antes do início da crise do vírus no ano passado.

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