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Zoológico da série 'A Máfia dos Tigres' fecha as portas e ex-dono culpa ativistas 'lunáticos'

Documentário da Netflix aborda o estranho mundo dos criadores de grandes felinos

Joe Exotic
Joe Exotic - Divulgação
Jill Serjeant
Los Angeles

O zoológico de felinos selvagens da popular série da Netflix, ​"A Máfia dos Tigres" ("Tiger King", em inglês) está fechando as portas permanentemente, disse seu proprietário, citando a pressão de defensores dos direitos dos animais e inspetores.

"Na data de hoje, decidimos fechar o velho zoológico de imediato", escreveu Jeff Lowe, o atual dono do Greater Wynewood Exotic Animal Park, situado no estado norte-americano de Oklahoma, no Facebook.

Lowe disse que sua licença para administrar o estabelecimento havia sido suspensa por 21 dias por inspetores do governo e que abriu mão dele voluntariamente. Na postagem publicada nesta terça (18), ele disse que leões e tigres "continuarão a receber um tratamento excelente".

"Tiger King", série documental que trata do mundo dos zoológicos particulares e de seus proprietários excêntricos, se tornou um fenômeno mundial ao ser exibida em março. Contou a história do extravagante dono de zoológico de Oklahoma Joe Exotic, de sua rivalidade com a ativista Carole Baskin, da Flórida, que resgata grandes felinos, e de sua prisão por contratar um assassino de aluguel para tentar matá-la.

Lowe escreveu que a série da Netflix Inc rendeu "uma fonte de renda incomensurável" para o zoológico, mas que também fez dele "o alvo de todos os malucos e lunáticos dos direitos dos animais do mundo". "Tiger King", que a plataforma disse ter sido vista por mais de 34 milhões de pessoas em seus dez primeiros dias, está concorrendo a seis prêmios Emmy, incluindo o de melhor série documental. A cerimônia acontece em setembro.

Reuters
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