Rosana Hermann

E aí? Arthur vai mesmo ganhar o BBB 22 no primeiro turno?

A resposta é sim, e até os outros brothers já sabem disso

Arthur Aguiar: uma barbada - Reprodução/Globoplay

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Eu sei que não se pode relacionar uma eleição democrática para escolher os representantes de um país com as votações de reality show. São coisas sem comparação. Mas podemos, sim, pegar alguns conceitos e palavras emprestadas da política para entender o que aconteceu nessa edição que transformou Arthur no ‘vencedor virtual da vigésima segunda edição’ do BBB.

Fiz uma enquete numa rede social perguntando se já era dado como certo que Arthur será o vencedor e mais de 60% dos votos foi pelo ‘sim’. Todo mundo acha isso, todo mundo sente, intui. Até os outros seis participantes confinados na casa sabem disso. Ou se não sabem, sentem. Intuem. Concluem pelas votações, pelas eliminações, pelas voltas dos paredões.

Ok, talvez alguns deles ainda sonhem com a vitória, como Scooby e P.A. Mas Jessi, Eli e D.G. certamente sentem que a qualquer momento serão os próximos eliminados, embora Jessi tenha dito que ‘enquanto Tadeu não chamar seu nome’, ela está no jogo, mas ao relento. Uma sem-teto. E Eli no castigo dava pena de ver, um peixe fora d’água, ou melhor, um polvo fora d’água.

Gustavo eu não sei dizer, porque sempre o vi como um ‘infiltrado’ do Boninho. Loucura da minha cabeça? Bem provável. Mas desde que a loucura virou a norma tudo é possível. Se Arthur seguir com esse eleitorado fervoroso, um núcleo duro de fãs que só cresce em número e intensidade, podemos dizer que ele ganhou no primeiro turno. E com larga margem sobre o segundo colocado.

E por que isso está acontecendo?

Porque ele joga bem? Porque é bonito? Porque é o perfil dos sonhos de todo fandom? Ou porque ele tem uma equipe de marketing, uma primeira-dama que o ajuda nas campanhas, porque ele representa não apenas as virtudes, mas também os defeitos de toda uma população?

Não tenho como responder, mas tenho uma teoria: Arthur escreveu um roteiro para esse programa, escalou a si mesmo para ser o protagonista. Criou uma ficção, uma série e decidiu ser ele mesmo o showrunner, o diretor e o mocinho.

E deu certo. Colou.

Esse personagem é um cara ‘de família’, sério, focado em seus objetivos, implacável com seus rivais, amigo dos seus amigos, que aguenta o tranco quando é atacado, que ganha empatia pela vitimização. E, ao contrário do que diz a sociedade sobre sua vida conjugal, a esse personagem ele tem sido 100% fiel.

Esse roteiro que ele escreveu para si próprio, poderia sofrer interferência se outros personagens também tivessem criados suas histórias. Mas, para sorte de Arthur, os outros participantes estavam em outra. Tirando Jade, que queria muito vencer e tinha estratégia, outros estavam lá pela diversão, pela experiência, estavam por acaso, ou sem rumo, sem objetivo, sem acreditar na vitória.

Lina teve um papel importantíssimo nessa edição, mas não se revelou uma boa jogadora. Tiago Abravanel queria melar o espírito de competição do jogo e implantar um retiro espiritual de paz e amor, propósito totalmente fora da casa e da casinha.

Arthur, portanto, teve muita sorte de ter criado uma historinha para seguir e não ter encontrado grandes obstáculos. Hoje, basta olhar para os sete e ver que ninguém ali quer tanto vencer quanto Arthur quer. Ninguém acredita tanto em si mesmo para finalista como Arthur acredita.

Ninguém tem um exército de fãs dedicados como Arthur tem. É verdade que às vezes o jogo vira. Às vezes o tempo muda. E milagres acontecem. Mas se tudo continuar como está, só resta contar os dias para confirmar: Arthur vai ganhar o BBB22. E no primeiro turno.