Celebridades

Cate Blanchett encara pandemia como chance de refletir sobre o calvário dos refugiados

'Temos uma oportunidade de pensar sobre como lidamos com a incerteza', diz

Cate Blanchett, embaixadora do Acnur (Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados) - Andrew Kelly -28.ago.2018/Reuters

Continue lendo com acesso ilimitado.
Aproveite esta oferta especial:

Oferta Exclusiva

6 meses por R$ 1,90/mês

SOMENTE ESSA SEMANA

ASSINE A FOLHA

Cancele quando quiser

Notícias no momento em que acontecem, newsletters exclusivas e mais de 200 colunas e blogs.
Apoie o jornalismo profissional.

Marie-Louise Gumuchian
Londres

Reuters

O Dia Mundial dos Refugiados deste ano é uma chance para refletir sobre a incerteza pela qual passam pessoas forçadas a fugir de suas casas, afirmou a atriz Cate Blanchett, vencedora do Oscar, enquanto o mundo lida com a imprevisibilidade da pandemia de Covid-19.

Embaixadora do Acnur (Alto-comissariado das Nações Unidas para os Refugiados), a atriz australiana afirmou que o evento anual de 20 de junho chega em um momento de "desafio e reflexão".

"Estamos sendo forçados a confrontar o que significa a incerteza e claro que essa é a situação em que a maioria dos refugiados vive todos os anos", disse Blanchett em entrevista à Reuters.

"Tem uma oportunidade… de pensar sobre como lidamos com a incerteza e talvez nos colocar no lugar de mães e pais e médicos e advogados que foram, sem terem culpa, deslocados e têm vivido, frequentemente por até 18 ou 19 anos, na situação com a qual estamos lidando há 18 meses".

O Dia Mundial dos Refugiados honra aqueles que foram forçados a fugir de suas casas por conflitos ou perseguição. O tema deste ano pede mais inclusão a refugiados em sistemas de saúde, educação e esporte.

Também para marcar o Dia Mundial do Refugiado, que acontece sempre em 20 de junho, Angelina Jolie visitou neste domingo (20) um campo de refugiados de Burkina Fasso que abriga pessoas que fugiram da violência jihadista no Mali.

Ela elogiou o país por acolher os deslocados, apesar de ter recursos limitados e estar combatendo sua própria insurgência. Burkina Fasso, como os vizinhos Níger e Mali, ainda se recupera de ataques violentos de militantes ligados à Al Qaeda e ao Estado Islâmico que já mataram milhares e deslocaram milhões nos três países.

"Estou aqui para mostrar minha solidariedade ao povo burkinabé, que continua a receber os irmãos e as irmãs deslocados apesar dos ataques e desafios terríveis, compartilhando o pouco que tem em um momento no qual outros países com muito mais fecham suas fronteiras e suas mentes aos refugiados", disse Angelina.