Bate-Papo na Web

Tecnologia torna ciência mais rápida, colaborativa e diversa

Imagine uma cientista. Pode pensar bem, eu espero. Pronto?

Cientista trabalha em laboratório do Instituto Butantan, em São Paulo
Cientista trabalha em laboratório do Instituto Butantan, em São Paulo - Divulgação

Esta coluna foi produzida especialmente para a campanha #CientistaTrabalhando, que celebra o Dia Nacional da Ciência. Ao longo do mês de julho, colunistas cedem seus espaços para abordar temas relacionados ao processo científico, em textos escritos por convidados ou por eles próprios. Cedo o espaço a Clarissa Carneiro, doutoranda da UFRJ e participante da Iniciativa Brasileira de Reprodutibilidade.

Eu poderia apostar que a cientista que você imaginou estava de jaleco, luvas e óculos de proteção, à beira de uma grande descoberta. Embora a vestimenta seja adequada para uma parte dos laboratórios de pesquisa em biologia e saúde, grandes descobertas não costumam vir de esforços individuais. Novas tecnologias fazem da ciência uma atividade muito mais colaborativa e diversa do que foi tempos atrás.

Enquanto foi mudando a vida de toda a sociedade, a tecnologia também mudou a prática da ciência. Gerar dados no laboratório, de jaleco e tudo, está cada vez mais rápido e acessível. Só que a investigação científica não acaba aí.

Esses dados precisam ser processados, analisados, esmiuçados, para que nos deem informações de fato. Com a ajuda de computadores e seus algoritmos, podemos encontrar as informações dentro desses dados muito mais facilmente do que antes. Nessa parte, já não precisamos do jaleco ou de muitos acessórios. Mas a investigação científica ainda não acaba aí.

As informações obtidas em laboratório são uma pequena amostra de tudo o que existe, só uma parte do todo, uma peça num quebra-cabeças. Quanto mais peças temos, melhor vemos a imagem que se forma. Da mesma maneira, quanto mais informações coletamos, melhor entendemos o mundo à nossa volta.

Para juntar mais peças, precisamos nos comunicar. A internet acelera e amplia o compartilhamento de dados e informações entre cientistas –a comunicação, que antes levava meses e precisava de muitos intermediários, hoje é rápida e tem custo muito baixo. Assim, cientistas com e sem jaleco podem seguir montando quebra-cabeças, gerando conhecimento coletivamente

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Alessandra Kormann é jornalista, tradutora e roteirista. Trabalhou sete anos na Folha.
Desde 2005, é colunista do Show!, do jornal Agora.

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