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Gim vira queridinho dos famosos por sua fama de não engordar, mas especialistas contestam

Luana Piovani e Marília Mendonça trocar vinho e cerveja pela bebida

Drinque servido na 2ª Rota do Gim Nacional
Drinque servido na 2ª Rota do Gim Nacional - Divulgação
Fernanda Pereira Neves
São Paulo

Quem nunca desejou encontrar aquela comida ou bebida que passaria despercebida na balança após o consumo? A atriz Luana Piovani, 42, e a cantora Marília Mendonça, 23, afirmaram recentemente que o gim pode ser esse alimento, embora os especialistas façam algumas ponderações.

“Eu descobri o gim há seis meses e aderi. Não dá azia e a ressaca não descobri ainda. Tomo quatro gins, cinco gins e fico bem. ‘Tocadinha’, mas bem. Você não fica com cheiro de bebida, como vinho. É cheiroso e tem menos caloria”, afirmou Piovani à Folha no final do ano passado, durante divulgação de seu novo programa. 

As calorias foram apontadas como determinante também por Marília Mendonça, que trocou a cervejinha pelo gim durante a dieta que a fez perder mais de 20 kg: “A cerveja é mais pesada. Eu tenho consumido bebidas mais leves, como vinho e gim. Mas enjoa, viu?! Esses negócios de gente chique, a gente não gosta muito, não”.

Mas será que o gim tem mesmo esse poder de ajudar ou, pelo menos, não atrapalhar o emagrecimento? Especialistas ouvidos pela Folha dizem que não é bem assim. O gim tem teor alcoólico elevado, como o de outras bebidas destiladas, embora possa ser beneficiado pela forma de consumo.

A nutricionista Clarissa Hiwatashi, da Abeso (Associação Brasileira de Estudos da Obesidade), conta que o gim tem teor alcoólico em torno dos 40%, 50%, assim como a vodka e o whisky. Já o valor calórico é de 263 calorias (para cada 100 ml), o que corresponde a quase duas vezes as calorias do pão francês, inimigo das dietas restritivas.

“A questão é o quanto você consome de bebida alcoólica. É possível que, no caso do gim, as pessoas consumam menos, o que já dá uma vantagem em relação ao vinho e à cerveja, que têm teor alcoólico bem menor —de 5% a 15%— e, por isso, costumam ser consumidos em maior quantidade”, avalia a nutricionista.

Além da quantidade, outro ponto levantado pelos especialistas é a mistura, já que muitas vezes o gim é diluído em outras bebidas, como a tônica, o que reduz o teor alcoólico e dá a sensação de mais leveza, explica Karina Hatano, médica do esporte e especialista em nutrologia da Unifesp.

“Em quantidade pequena, diluído, tomado com moderação, talvez [o gim] não influencie muito [na dieta]”, pondera ela. Já a ressaca, que Piovani afirma não sentir com o gim, a médica afirma ser algo que muda de pessoa para pessoa: “Cerca de 15% das pessoas tem ressaca com o gim. Então não vale pra todo mundo, infelizmente”.

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