Aviso
Este conteúdo é para maiores de 18 anos. Se tem menos de 18 anos, é inapropriado para você. Clique aqui.

Televisão

MasterChef: De novo negócio a estágio fora, finalistas revelam seus sonhos

Isabella, Eduardo e Kelyn disputam prêmio de R$ 300 mil nesta terça

Isabella (à esq.), Eduardo e Kelyn se divertem na final do MasterChef Carlos Reinis 7.dez.2021/Band

  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

São Paulo

Se depender do equilíbrio e da vontade demonstrados desde a estreia, em julho, qualquer um dos três finalistas pode levar o prêmio da oitava temporada do MasterChef (Band), que apresenta o derradeiro programa na noite desta terça-feira (14). Estão no páreo pelos R$ 300 mil Kelyn Kuhn, Eduardo Prado e Isabella Scherer, esta última tida como a grande favorita.

"A Isabella é diferenciada, uma pessoa criativa nas provas. Fiquei surpreso com os pratos que ela criou. Ela é fora da caixa", avalia o chef e jurado do reality Henrique Fogaça. Porém, ele também destaca que a disputa será dura e não diminui as características dos demais concorrentes.

"O Eduardo é mais clássico, vem de uma referência de cozinha francesa e também é criativo. Já a Kelyn vem se aperfeiçoando durante a temporada, estudando e se superando. É bem ousada", explica o jurado que tem como companheiros de análise Erick Jacquin e Helena Rizzo.

Para Fogaça, tudo pode acontecer nesta noite de final justamente por conta do estudo. "A cada temporada os participantes chegam mais bem preparados. Nessa, tivemos vários [competidores] muitos bons, fiquei surpreso com o trabalho deles. Resultado está aí, com essa linda final que teremos", completa.

Na última atração da temporada, os três cozinheiros serão desafiados a fazer um menu completo com entrada, prato principal e sobremesa. O cardápio deverá representar quem são eles e suas referências no universo da gastronomia.

Eduardo, Isabella e Kelyn também participarão de uma live antes de o reality começar para um papo sobre as suas trajetórias até aqui. Ex-competidores vão participar e também acompanharão a final do famoso mezanino.

Diretora do programa, Marisa Mestiço avalia como positivo o saldo que deixa a oitava temporada do programa. O MasterChef chega ao fim com uma média de 2,5 pontos na Grande SP, índice um pouco melhor do que a sétima, que terminou com 2 (cada ponto equivale a cerca de 76 mil domicílios).

Ela revela que a equipe já pensa na nona edição. "Quando entregamos uma temporada no ar, automaticamente começamos a desenhar a próxima. Já estamos nesse processo e com certeza teremos novidades em 2022", comenta.

"Adianto que no ano que vem vamos gravar pela primeira vez fora da Band e estamos concentrados em arrumar a mudança para os estúdios Vera Cruz, em São Bernardo do Campo (na Grande SP). Só em janeiro começaremos a pensar nos desenhos de provas", revela.

Na opinião de Mestiço, entre os maiores desafios de 2021 estiveram o fato de gravarem uma temporada tradicional ainda em meio à pandemia. "Conseguimos manter todos em segurança e isso com certeza nos deixou aliviados", diz.

Na parte gastronômica, continua ela, a confeitaria se mostrou mais presente nas provas. "E tivemos muitos convidados. Ter tanta gente legal e que é fã do programa foi muito gratificante", completa a diretora.

‘ACHAVA DIFÍCIL CHEGAR À FINAL’

A finalista Kelyn Kuhn, 29, conta que chegar à final do MasterChef é um misto de emoções extremas. De acordo com ela, ao mesmo tempo em que apresenta medo, pressão e muita ansiedade, também tem atingido o ápice de alegria e um sentimento de realização.

"Para ser sincera, eu achava muito difícil conseguir chegar à final. O caminho era muito longo, foi uma edição com um elenco muito forte em cozinha e em personalidade. Foquei em passar prova a prova e assim fui ganhando força e acreditando mais em mim", explica.

Cozinheira desde os 20 anos, ela conta que conheceu quase tudo o que sabe sobre alta gastronomia assistindo às edições do reality. E com a evolução que foi alcançando, sentia a necessidade de se aprimorar cada vez mais.

A competidora avalia que sua primeira vitória individual, na prova indígena, foi um divisor de águas para ela no jogo. "A partir daquilo, eu tive uma crescente muito expressiva. O momento mais tenso foi na prova molecular, pois eu não estava bem psicologicamente", afirma.

Vencendo ou não, a ideia de Kelyn é continuar a explorar o universo gastronômico e aproximar as pessoas da cozinha. "Também penso em abrir um negócio num estilo mais ‘gastrobar', com música e comida boa."

‘SE NÃO ME CONSIDERAR FAVORITA, QUEM MAIS VAI?’

Considerada a grande favorita, a atriz e cozinheira Isabella Scherer, 25, acha que tem grandes chances de levar o troféu. "Se eu não me considerar a favorita, quem mais vai? A sensação de chegar à final é primeiro de muita gratidão por tudo o que vivi. Me sinto muito completa e realizada pela minha trajetória", destaca.

No programa, a filha do ex-nadador Fernando Scherer, o Xuxa, foi sempre muito elogiada pela sua criatividade e calma na hora de cozinhar. "Eu sempre falo que existe uma Isabella antes do MasterChef e uma Isabella após o MasterChef. Tive a oportunidade de realmente poder praticar a empatia no dia a dia. Aprendi a relevar e a lidar até mesmo com a grosseria dos outros sem deixar me abalar", conta.

A atriz explica que desde os 16 anos gosta de se arriscar na cozinha, mas que foi aos 20, após um relacionamento abusivo, que se debruçou de fato no estudo da culinária. Assistir a vídeos gastronômicos e entender mais sobre o assunto eram as únicas coisas que não eram julgadas. "A gastronomia virou minha melhor amiga", reflete.

Após o reality, ela torce para encontrar uma vaguinha em algum restaurante, quem sabe até no da chef e jurada Helena Rizzo, de quem é fã e se inspira. "Quero muito ter a oportunidade de trabalhar com algum deles, principalmente com a Helena. O que mais quero é ter minha primeira experiência em um restaurante comandado por uma chef mulher", pontua.

‘AS DIFICULDADES ME FIZERAM CRESCER’

Cozinheiro mais jovem da final, Eduardo Prado, 19, sempre foi muito precoce. Ele começou a cozinhar com seis anos, mas foi no ano seguinte que conseguiu fazer sua primeira receita sozinho. Eduardo foi um dos participantes que vieram da versão infantojuvenil do MasterChef, em 2015, e conseguiu mostrar que evoluiu muito como cozinheiro pelo vício em estudar novas técnicas.

No reality da Band, o jovem se destacou e bateu alguns recordes, tanto negativos quanto positivos. Foi ele o participante que mais foi para a prova de eliminação na história (14 oportunidades). Mas ele também foi um dos que mais tiveram vitórias individuais (7 no total).

"Me arrisquei muito e todas as dificuldades me fizeram crescer", avalia. Adepto da cozinha francesa e fã de Jacquin, ele aguarda uma oportunidade para trabalhar com seu chef favorito. Após o MasterChef, ele quer voltar à faculdade de administração para atrelar a culinária aos negócios. O possível título também o fará viajar para Paris para fazer um mestrado e estagiar pela Europa.

"Sempre torci para chegar na final, estava esperançoso e acreditava em mim. Me esforcei, estudei, procurei novas técnicas e combinações para chegar aqui. E esse esforço foi recompensado. Já recebi mais de 3.000 mensagens no Instagram de gente torcendo por mim", finaliza.

Final do conteúdo
  • Salvar artigos

    Recurso exclusivo para assinantes

    assine ou faça login

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem