Televisão

Elizabeth Savalla diz que o mais divertido de gravar 'Êta Mundo Bom!' era rolar na lama

Atriz conta mais sobre os bastidores: 'O sucesso é impressionante'

Elizabeth Savalla em  casa
Elizabeth Savalla em sua casa - Arquivo pessoal
São Paulo

No ar atualmente na reta final da novela “Êta Mundo Bom!” (Globo), a atriz Elizabeth Savalla, 65, relembra com carinho dos bastidores da trama escrita por Walcyr Carrasco originalmente em 2016. A história pode ser vista no Vale a Pena Ver de Novo.

De acordo com ela, o mais engraçado das gravações era quando todos os personagens se sujavam e faziam bagunça. “Como foi divertido fazer essa novela. Os dias que tinha banho de lama, chiqueiro, era uma loucura (risos)”, diverte-se.

Elizabeth Savalla interpreta Cunegundes na novela. Cheia de manias e com uma certa irritação, a personagem até hoje cai no gosto dos telespectadores. “O sucesso da novela é impressionante. É muito divertido acompanhar as peripécias daquela família no núcleo da Fazenda Dom Pedro II, e as situações são sempre comandadas pela Cunegundes, um personagem fortíssimo. O retorno nas redes sociais é imenso, o que se formou de fã clubes é uma loucura”, reforça.

A atriz conta que a diversão era garantida e que se apaixonou instantaneamente pela personagem ao conhecê-la. “Mas também fiquei com receio, porque era uma personagem muito forte, de certa forma malvada, e ao mesmo tempo descontraída. Nós fizemos aula de preparação para termos o sotaque de todos parecidos, como se tivéssemos nascido naquele lugar”, rememora.

Para não sair do tom, Elizabeth conta que fez aulas até mesmo dentro de casa sob os olhares de seu filho que também é diretor. “Às vezes, ele falava: ‘Olha lá, mãe, está exagerando. Não é para fazer humor nesse momento, ela é forte, as pessoas têm de acreditar’.”

Em 2016, antes de acabar a novela, Savala conta que sugeriu ao autor que fizesse uma série só sobre as peripécias da família de Cunegundes e Quinzinho (Ary Fontoura) na Fazenda Dom Pedro 2º. "Porque esse núcleo não tem ligação com a história principal. Capa episódio poderia criar um mote diferente, então, dá para continuar por muito tempo, tipo 'A Família Buscapé'", afirmou a atriz, em referência à série americana dos anos 1960.

Na época, porém, ela afirma que Carrasco não levou a ideia adiante porque já estava envolvido em outros projetos. Mas Savala ainda diz acreditar ser possível fazer a série. "A ideia é maravilhosa e amaria fazer", revelou ela, que só lamenta a ausência de Flávio ​Migliaccio (o ator, que morreu em maio, faz o papel de Josias).

A atriz finaliza ao dizer que a mensagem da novela tem muito a ver com o momento que o país passa atualmente. Traz uma reflexão sobre esperança. “Como o Candinho (Sergio Guizé) diz: ‘Tudo que acontece de ruim na vida da gente é para melhorar’. Eu acho que o Walcyr acertou em cheio nessa frase que está sempre nas falas do personagem e acho que tem tudo a ver com esse momento que a gente está passando. Fora isso e o humor da fazenda, as cenas na cidade são maravilhosas”, conclui.

Final do conteúdo

Comentários

Ver todos os comentários Comentar esta reportagem