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Âncora da CNN Brasil chora ao vivo ao falar sobre racismo com Toni Garrido; veja

Cassius Zeilmann lembrou casos que presenciou no Rio Grande do Sul

Âncoras conversam com Toni Garrido na CNN Brasil
Âncoras conversam com Toni Garrido na CNN Brasil - Reprodução
São Paulo

O âncora Cassius Zeilmann chorou ao vivo no programa Visão CNN, da CNN Brasil, no momento em que ele e os colegas jornalistas Luciana Barreto e Diego Sarza conversavam sobre racismo com o cantor Toni Garrido.

O assunto do programa era a morte de um homem negro por um policial branco nos Estados Unidos. Nascido no Rio Grande do Sul, Zeilmann ouviu o relato sincero de Toni e em seguida pediu a palavra. Ele relembrou alguns momentos que presenciou na sua juventude em seu estado.

“Toni, mais do que uma pergunta, eu gostaria de te fazer na verdade um testemunho aqui, até porque acho que a Lu, o Diego e você têm muito mais autoridade. Como eu vim de um estado muito, mas muito preconceituoso, que é o Rio Grande do Sul, eu acho que, como testemunha, eu presenciei muitas cenas de racismo”, começou.

“Quando eu ia no mercado os seguranças sempre observavam o menino negro, quando eu ia num lugar público, num shopping, eu via que sempre monitoravam, seguiam o menino negro. Eu nunca senti na pele, me desculpe que eu fico muito emocionado [choro], mas por isso que eu aprendo todo dia com a Lu, com o Diego, que eu não sei o que é isso, e estou aprendendo muito com você”, disse.

A âncora Luciana tomou a palavra e começou a conversar com Toni em seguida. A câmera também saiu do foco de Zeilmann até que ele se recuperasse.

O caso em debate que resultou na emoção do jornalista aconteceu em Minessota (EUA). Na noite de segunda-feira (25), um homem negro de nome George Floyd, 46, morreu depois de ter sido algemado e ter o pescoço prensado contra o chão pelo joelho de um policial branco.

As imagens e a voz estremecida de Floyd foram registradas por uma pessoa que passava pelo local em um vídeo que viralizou na internet. Ele dizia: “I can’t breathe”, que em português significa “eu não consigo respirar”.

A cena gerou protestos no país, além de uma investigação do FBI. Os agentes que participaram da ação foram demitidos. Um deles foi preso.

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