Televisão

Globo inicia campanha contra violência doméstica com atrizes da minisérie "Assédio"

Série exclusiva da Globoplay inspirou tema de vídeos

Da esq. para a dir.: Maria José (Hermila Guedes), Daiane (Jéssica Ellen), Stela (Adriana Esteves), Eugênia (Paula Possani) e Vera (Fernanda D’ Umbra)
As personagens vítimas do médico na série "Assédio". Da esq. para a dir.: Maria José (Hermila Guedes), Daiane (Jéssica Ellen), Stela (Adriana Esteves), Eugênia (Paula Possani) e Vera (Fernanda D’ Umbra) - Ramón Vasconcelos/Globo
Fabiana Schiavon
São Paulo

Estreia na próxima sexta (21), a série "Assédio". De autoria de Maria Camargo, a produção é inspirada na história real do médico Roger Abdelmassih. Por enquanto, os dez episódios só serão exibidos pela plataforma online Globoplay. 

No entanto, a TV aberta fará uma campanha relacionada ao assédio e à violência doméstica. “Nós não temos controle do que essa produção vai refletir na vida real, mas a esperança é que se fale mais sobre assédio”, diz a autora, Maria Camargo.

Uma série de vídeos entra ao ar em breve na programação da emissora, como continuação campanha “Tudo Começa pelo Respeito”. “Essa foi uma iniciativa da TV Globo que não nasceu com a série, não tinha uma ligação direta, mas achamos incrível”, afirma a diretora da atração, Amora Mautner.

Com o apelo “Quando a violência gritar, grite!”, os vídeos terão as atrizes Bárbara Paz, Jéssica Ellen e Vera Fisher, do elenco de "Assédio", interpretando depoimentos reais de mulheres vítimas de violência doméstica. Os trechos serão transmitidos ao longo da programação da emissora, nos mesmos moldes dos exibidos em campanhas contra o racismo, a intolerância religiosa, entre outros temas. ​​

INSPIRADA EM HISTÓRIA REAL

Condenado a 181 anos de detenção pelo estupro de 48 pacientes, o médico Roger Abdelmassih ficou conhecido como "médico das estrelas" e chegou a ser considerado um dos principais especialistas em reprodução assistida do país, antes de ser acusado por dezenas de pacientes por abuso sexual.

Inspirada no livro “A Clínica: A Farsa e os Crimes de Roger Abdelmassih”, de Vicente Vilardarga, a autora Maria Camargo da série afirma que foram criados personagens ficcionais a partir da história real. "Todos os nomes foram trocados, mas também não criamos nada além do que aconteceu. Não poderíamos mostrar que ele enforcou um paciente, se ele nunca fez isso." ​

O primeiro episódio de "Assédio" já começa com a cena de estupro da personagem Stela (Adriana Esteves). Sedada após um procedimento, ela é deixada sozinha em um quarto da clínica. Roger Sadala (Antonio Calloni) entra, puxa suas pernas e a violenta. Stela chama pelo marido, ainda de olhos fechados.

Na trama, o médico é casado com Glória (Mariana Lima) e tem uma amante, Carolina (Paolla Oliveira). Em família, ele oscila: em um minuto é amoroso e religioso; em outro, tem ataques de raiva. “Foi difícil de fazer porque tive que acreditar nele, mas nada do que é humano me é estranho. Há todas as possibilidades dentro da gente. Tirei perversão, ódio e até amor das minhas gavetas ”, afirma Calloni.

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