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Indignada por Darcy não ter namorado sua filha, Lady Margareth vai incriminar Elisabeta

Amor de Elisabeta e Darcy será sabotado na trama das seis

Orgulho e Paixão
Nathália Dill, que interpreta Elisabeta, é presa em cena da novela "Orgulho e Paixão", da Globo - Divulgação

Cris Veronez Leonardo Volpato
São Paulo

Uma mulher forte, que ouve seus instintos e desejos. Assim é Elisabeta, papel de Nathalia Dill em "Orgulho e Paixão" (Globo). Feminista, a atriz de 32 anos deixa clara sua admiração pela personagem e afirma que procura ser como ela. “Essa novela tem um discurso muito bonito, que eu gosto e com o qual concordo. Mas, ao mesmo tempo, ela tem humor, é leve. Acho que é por isso que as pessoas estão gostando tanto”, avalia a atriz.

Na atual fase da trama, Elisabeta é alvo de Lady Margareth (Natália do Vale). A megera fará de tudo para separar a mocinha de Darcy (Thiago Lacerda) e fazer com que ele se case com sua filha, Briana (Bruna Spínola). "Lady Margareth não admite essa união de classes. Para ela, isso é uma afronta. Ela quer se manter naquela família e, desde que a filha nasceu, Lady já tinha programado casá-la com Darcy. O surgimento de Elisabeta vai contra esses planos", afirma Dill.

As tramoias de Lady Margareth começarão para valer no capítulo do dia 18. Irritada por Darcy não ter namorado sua filha –que morreu–, a megera vai armar para separar de vez o mocinho de Elisabeta. Ela vai conseguir colocar explosivos na fábrica de tecidos da cidade, o que resultará em uma grande explosão justamente no dia em que os funcionários entrarão em greve. Depois, com a ajuda de Petúlia (Grace Gianoukas), colocará parte dos explosivos na redação do jornal no qual Elisabeta trabalha para incriminá-la.

A própria Lady fará uma denúncia anônima e, quando a polícia chegar ao local, verá o arsenal e prenderá Elisabeta. A mocinha, então, ficará distante de seu grande amor. Lady ainda vai chantagear Darcy. Percebendo que a tia está por trás dos planos contra a namorada, ele tirará satisfação com ela. Lady dirá que, se ele quiser ver a amada fora da cadeia, terá de se casar com Susana (Alessandra Negrini).

Se depender do público, o casal Darlisa (combinação dos nomes Darcy e Elisabeta) não vai sucumbir. Nathalia afirma que acompanha a repercussão dos personagens na internet e agradece aos fãs. “É muito legal ter esse termômetro”, diz.

A atriz dá seu palpite sobre o casamento dos protagonistas: “Casar-se não é o que a Elisabeta mais deseja. Então, eu acho que o casamento vai fazer parte da história, mas não será o ponto final”. Na trama, sua personagem é uma mulher moderna, que chegou a brigar para vestir calças.

Desde que “Orgulho e Paixão” começou, Nathalia Dill vem falando de empoderamento feminino. Baseada na obra da inglesa Jane Austen (1775-1817), a trama das 18h da Globo conta a história de mulheres que começam a entender que têm um papel importante na sociedade, que não devem ser coadjuvantes.

“O voto foi conquistado na década de 1930, mas para chegar até ali existiu uma luta e uma conscientização. Vejo como se essas mulheres fossem precursoras. Elas não sabiam exatamente o que estavam fazendo, mas ouviam os próprios desejos e instintos. Acho lindo o público captar isso pela novela”, fala a atriz.

Ela ainda destaca que o feminismo não é a busca pela superioridade das mulheres em relação aos homens, mas uma luta por igualdade. “As mulheres não odeiam os homens, pelo contrário.”

Namorando o músico Pedro Curvello, a atriz revela que acredita no casamento no sentido de celebrar o amor, mas não como instituição ditada pelo Estado ou pela religião. “Meu irmão estava praticamente casado com a minha cunhada há seis anos, e eles decidiram fazer um casamento. Foi tão bonito ver as famílias reunidas nessa celebração. Fiquei muito emocionada.”

FINAL FELIZ

Se depender da torcida do ator Thiago Lacerda, seu personagem, Darcy, deverá terminar feliz para sempre ao lado da amada, Elisabeta, na história das seis. "Os dois têm conflitos durante a trama, é natural. São encontros e desencontros do casal de mocinhos, algo bastante tradicional em novelas. Ambos vivem uma turbulência de emoções e têm desentendimentos sobre para onde a vida vai levá-los. E, no final, eu espero que eles se entendam, que fiquem juntos. É o caminho natural."

Na história criada pelo autor Marcos Bernstein, o momento mais tenso entre o casal de protagonistas aconteceu recentemente, quando a vilã Susana (Alessandra Negrini) forjou uma carta de Darcy para Elisabeta desrespeitando-a. Os mocinhos, então, terminaram o relacionamento por um tempo e acabaram se afastando.

Nos próximos capítulos, Darcy será chantageado a se casar com a própria Susana enquanto a mocinha estiver presa injustamente, ou seja, isso significará mais um abalo na relação cheia de idas e vindas dos dois protagonistas.

Lacerda revela que adora os caminhos do personagem e, sobretudo, de interpretar o herói da novela. “Nunca escondi meu apreço pelos mocinhos, pelos personagens éticos e íntegros. Minha carreira está cheia desses caras”, comenta.

Ele ainda continua: "Gostaria de ser o Darcy em alguns momentos. Mas é difícil fazer mocinhos, especialmente em folhetim de obra romântica e para o horário das seis”, explica Lacerda. Ele diz que já está acostumado aos rumos que esses personagens seguem. “O maior desafio agora é como passar por algo que eu domino, deixando a história com frescor, como se eu nunca tivesse feito algo do tipo."

AMOR DOS MOCINHOS

Acabou aquele tempo em que o telespectador ficava preso à televisão para assistir às novelas sem se manifestar. Agora, além de curtir as histórias e os assuntos que se passam nas novelas, ele usa a internet para continuar as discussões e opinar sobre tudo.

E um bom exemplo disso é a adoração que muita gente tem pelo casal Darcy e Elisabeta. Ambos têm a torcida do público nas redes sociais. “Eu amo o Thiago e a Nathalia. O ator, quando faz vilão, já é bom, agora, como mocinho fica perfeito”, diz a dona de casa Sueli Oliveira, 61, que faz parte de um grupo sobre a novela no Facebook.

A autônoma Bruna Moeller, 35, conta que, no começo da novela, não confiava que o casal teria tanta química. Agora, sua opinião é outra. “Os dois acharam a fórmula ideal. Mesmo discordando, conseguem se entender e quebrar paradigmas juntos. Torço muito por eles. Esse núcleo mostra bem como a mulher era vista na época e tem um homem mudando seu modo de pensar para apoiá-la”, reflete.

"A história toda é atemporal. Infelizmente, ainda hoje existem casais que não se apoiam ou em que a mulher é subjugada. Elisabeta e Darcy são um exemplo para relações atuais”, complementa.

A operadora de telemarketing Gracielle Luz, 32, também é fã do casal e faz coro na internet. “Sim, eu torço por eles, pois formam um casal que quebra os paradigmas da época. Darcy é um homem dentro de seu tempo, enquanto Elisabeta é muito à frente. A cada dia, ele vai deixando que o amor dos dois faça dele um homem melhor”, analisa Gracielle.

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