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Biólogo consultor do 'Encontro', prof. Jubilut administra império de videoaulas

Quase três milhões de seguidores nas redes sociais. Postagens com milhares de "curtidas" e uma empresa com faturamento milionário nas costas. Poderia ser a Xuxa, mas é o professor de biologia Paulo Jubilut —prof. Jubilut, para os íntimos.

Tudo começou com uma demissão. Jubilut trabalhava em um cursinho em Curitiba, até uma discussão com uma aluna custar o seu emprego, em 2011.

"Tinha uma aluna muito folgada e eu falei umas verdades para ela. Ela era filha de um juiz lá, um poderoso da cidade. Aí eu fui demitido", contou em entrevista ao "F5". Desiludido, ele pensou em desistir das aulas, mas resolveu tentar a sorte no YouTube.

"Comecei a botar as aulas na internet e elas começaram a fazer sucesso, provavelmente porque eu levei uma linguagem artística, bem-humorada, contextualizada. É um pouco daquela atmosfera do pré-vestibular, do cursinho", diz Jubilut.

Para o professor, a linguagem descontraída dos cursinhos é comum nos grandes centros, mas é uma grande novidade para quem está no interior do Brasil —por isso, houve demanda pelos seus vídeos, que logo foram para um site próprio ("Biologia Total") e ganharam uma página no Facebook.

As redes sociais o alçaram à fama e lhe proporcionaram o cargo de biólogo consultor no "Encontro com Fátima Bernardes", onde ele faz participações esporádicas.

Crédito: Will Koetzler O professor de biologia Paulo Jubilut
O professor de biologia Paulo Jubilut

"Antes, só aluno seguia a página. Agora você está falando para a massa, para a multidão que não sabe nada de biologia. Se a gente posta uma mão de um chimpanzé, dá uma briga danada de gente dizendo que não é parente de macaco, a questão dos religiosos", comenta.

Ele fica feliz com a influência positiva da página. "Para mim é muito legal quando você fala 'olha, não comprem fruta embalada em isopor e plástico, e a pessoa fala 'é verdade, não vou fazer isso'. Você está impactando o mundo de uma maneira positiva. Isso é que é o mais legal, ver que meu trabalho tem valor".

A equipe do "Biologia Total" hoje conta com dez funcionários e um faturamento "na casa dos milhões". Jubilut viaja pelo Brasil dando palestras, tem uma assessoria de imprensa própria, contador e assistentes alimentando suas redes sociais.

Ele não cede, porém, a qualquer proposta para fazer seu império da biologia crescer. Propagandas no site ou no Facebook, por exemplo, são terminantemente proibidas.

"As pessoas não gostam de propaganda na internet. A gente consegue monetizar de outras maneiras o conteúdo", afirma o biólogo.

A sua fonte principal de renda são as assinaturas no Biologia Total, que custam cerca de R$ 20 por mês e dão acesso a videoaulas, exercícios, simulados e jogos de aprendizado.

"Essa é a possibilidade da internet, oferecer um trabalho de excelência por um preço super baixo", diz o professor, que quer transcender as fronteiras do país na massificação do ensino.

"Existe esse projeto de eu ficar nos Estados Unidos por um ano e pegar fluência no inglês, para ensinar biologia para o mundo", planeja o catarinense, que é casado e tem uma buldogue francesa chamada Mona Lisa.


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