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Malu Galli diz que adoção vai gerar conflitos para sua personagem em 'Sete Vidas'

09/04/2015 - 14h40

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LOUISE SOARES
COLABORAÇÃO PARA O "F5", DO RIO

Em "Sete Vidas", a workaholic Irene (Malu Galli) adiou a maternidade para investir na carreira. Diante da impossibilidade de engravidar por conta de um problema de saúde e após terminar um relacionamento por sua recusa em ter filhos, a publicitária vai descobrir a vontade de ser mãe.

Com o relógio biológico apitando, Irene então decidirá adotar uma criança, o filho que a adolescente Diana (Bianca Comparato) espera e não tem como cuidar por falta de recursos financeiros. As duas se conhecem quando a jovem, que trabalha numa lanchonete, passa mal e Irene a socorre. A partir de então, a publicitária se oferecerá para ajudar a moça, já alimentando a ideia de adotar o bebê dela assim que nascer.

"Não é que a Diana não queira o filho, ela não pode ficar com o filho. Para a Irene é muito complicado. Tem uma cena linda em que ela fala sobre esse dilema. Como ela pode ficar com um filho que não pode ficar com a mãe por que ela não tinha condições? O fato dela ter condições justifica ela pegar o filho da outra? O que é ter condições? É dar escola, é uma roupa mais cara? É brinquedo? Amor a outra poderia dar também", questionou Malu Galli em entrevista ao "F5".

A atriz não vê semelhança entre a trama de sua personagem e a situação vivida por Juliana (Vanessa Gerbelli) na novela "Em Família" (2014), já que, na novela de Manoel Carlos, havia uma relação quase de madrinha entre a mãe adotiva e a filha da empregada que ela pretendia adotar. Em "Sete Vidas", a relação entre Irene e Diana será mais tensa. A princípio, a publicitária se oferecerá a ajudar a jovem grávida que, por sua vez, não aceitará de primeira a ideia de entregar o filho para a adoção, mesmo sem poder mantê-lo.

"A história entre elas é super conturbada. Não é uma decisão fácil para ela querer o filho da Diana, não é uma decisão fácil para a Diana dar o filho para a Irene", adianta a atriz.

Mãe de um adolescente de 14 anos na vida real, Malu reconhece as dificuldades enfrentadas pelas mulheres ao conciliar a vida profissional com a maternidade e a culpa que muitas sentem por ter que escolher entre um e outro.

"Por causa da sociedade machista, a gente ainda tem muita culpa de trabalhar, de delegar o filho para outra pessoa naquele momento. A gente tem que se livrar da culpa. Mas eu sei que vou morrer culpada", desabafa.

A primeira cena do encontro entre as duas atrizes vai ao ar no capítulo da próxima sexta-feira (10).

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