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'A humanidade é cheia de preconceitos', diz Fernanda Montenegro sobre casal gay de 'Babilônia'

26/02/2015 - 09h42

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LOUISE SOARES
COLABORAÇÃO PARA O "F5", DO RIO

Na coletiva de imprensa de "Babilônia", próxima novela das 21h da Globo, um dos momentos mais esperados eram as cenas do casal homossexual Teresa (Fernanda Montenegro) e Estela (Nathalia Timberg).

No clipe exibido à imprensa, as duas aparecem caminhando de mãos dadas na praia, mas não houve cena de beijo entre as veteranas atrizes. Fora da ficção, elas se cumprimentam com um quase "selinho", em uma brincadeira com os fotógrafos durante a apresentação do elenco.

"Temos um percurso de muito tempo. Às vezes nos afastamos, mas esse reencontro é mais um presente que a novela me dá", disse Nathalia sobre a parceria com a colega de elenco.

Na trama de Gilberto Braga, Teresa é uma advogada renomada que lutou pela libertação de presos políticos durante a ditadura e atua em casos de discriminação sexual. Para Fernanda Montenegro, apesar de a sociedade se mostrar mais receptiva a relacionamentos entre duas mulheres, o preconceito continua existindo em outros níveis.

"Existe preconceito racial, entre classes sociais diferentes... A humanidade é cheia de preconceitos em todas as zonas, acho que não dá para se restringir apenas ao problema da sexualidade. Temos, sim, uma frente de gente que se propõe, se arrisca e fala o que pensa e reivindica. Essa novela tem isso, nesse natural no que é viver um casal homossexual com seus totais entrosamentos familiares", disse a atriz.

Perguntada se temia que Estela ficasse marcada apenas por sua preferência sexual, uma preocupação que a atriz Regina Duarte demonstrou em relação à sua personagem lésbica em "Sete Vidas", próxima novela das 18h da Globo, Nathalia disse que não tem medo de nada em relação ao papel e que espera que a trama abra junto ao público uma discussão sobre a homofobia.

"Os preconceitos infelizmente ainda fazem parte do ser humano porque o desenvolvimento da mente ainda é uma coisa bastante irregular", avaliou. "Tudo o que se faz numa obra é apresentar os problemas de ordem humana mais claramente para o público e eu espero que isso tenha alguma repercussão nesses espíritos ainda tão limitados."

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