Televisão

'É muito difícil os diretores quererem me impor alguma coisa', diz Susana Vieira

Em "Eu que Amo Tanto", série exibida dentro do "Fantástico" (Globo), Sandra (Susana Viera) interpretou uma viúva que redescobre o amor ao se envolver com um homem mais jovem, o fotógrafo Miguel (Tarcísio Filho). O maior obstáculo de sua felicidade é, justamente, o desprezo do homem pelo qual é obcecada.

Apesar de todo o drama que colore a personagem, Susana Vieira achou graça em gravar cenas românticas com Tarcísio Filho, a quem conhece desde que ele nasceu.

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"O Tarcisinho nasceu no mesmo dia em que meu filho", contou. "Eu e Glória [Menezes, mãe de Tarcísio Filho] éramos amigas. Aí eu fui para a maternidade tal e ela foi para a outra e esses meninos nasceram. Aí se passaram 50 anos e eu me encontro com aquele menininho que eu peguei no colo. E me encontro beijando ele, puxando aqui e ali. Acabou a cena, dei dois beijinhos e falei: 'Dá um beijo na sua mãe'."

Susana Vieira foi convidada para a série pela diretora Amora Mautner, que já a havia escalado viver uma moradora de favela na próxima novela de João Emanuel Carneiro. A atriz contou que teve receio de que a diretora ficasse intimidada por sua vasta experiência na televisão, mas garante que ficou feliz em ser guiada por ela e por Joana Jabace em cena.

"É muito difícil os diretores quererem me impor alguma coisa por que eles sabem da minha experiência, mas eu preciso de um diretor. Hoje eu preciso ser dirigida, se não o carro bate a qualquer momento", disse Susana Vieira.


SEM TPM

Susana elogiou o trabalho da direção e das colegas de elenco, em especial Carolina Dieckmann e Marjorie Estiano. A atriz garante que a convivência entre elas durante as gravações era a melhor possível, e, perguntada como elas lidavam com eventuais crises de TPM, brincou.

"Eu acho que atriz com TPM não deve existir no estúdio. [Se está de] TPM deve ficar na casa dela. Eu sou de uma época em que não existia TPM, na minha época a gente ficava menstruada ou não menstruada. Mas gente ficou muito 'criança' nesse projeto. Todo mundo é meio infantil, meio debochado, no sentido de brincar uma com a outra", disse.

A atriz também revelou não ser adepta dos "laboratórios", as pesquisas de imersão que os intérpretes costumam realizar para compor seus personagens.

"Não adianta eu fazer laboratório e ficar num presídio três dias. Eu sei que eu não estou presa. Eu tenho que sentir na hora em que estou gravando. Não faço laboratório, chego com a roupa do corpo e o texto decorado", afirmou.

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